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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Who run the world?

Primeiro, leiam esse TEXTO.

O autor diz aquilo que eu acho que todo homem deveria saber: mulher gosta de sexo, e isso não quer dizer absolutamente nada sobre a moral delas.

***

Transar quando se tem vontade (na primeira noite, com o semidesconhecido, ou depois do 15° encontro, whatever) não quer dizer transar com qualquer um. E não, não estou querendo dar tapa com luvas de pelica, fazer uma média, pagar de "sou liberal, mas nem tanto". Fazendo isso, vou jogar no lixo todo o resto que defendo: a gente tem que dar quando tem vontade sim, e ninguém tem nada a ver com isso. Ponto.

O problema é que a gente sempre tem uma amiga que diz que "poxa, você vai ficar mal falada". A gente tem uma mãe que fala que menina tem que se comportar, um pai que diz que com esse tamanho de saia homem nenhum vai te valorizar, e, daí, dá um puta dum medo de ser a gente mesmo e ora, se minhas pernas são lindas, porque não usar essa saia? Se ele é legal, gentil, educado, e nossa, que tesão, por que não posso transar com ele? Por que mesmo? Porque tem aquela coisinha que pesa mais que consciência suja, a tal da "pressão social". Ô se pesa.

O texto lá de cima fala disso. Existem os valores fixados no passado que ainda atormentam o presente.

Mas daí a gente pensa bem. Por que, então, a gente que tem consciência daquilo que é (inteligente, honesta, amiga, batalhadora, fiel, leal) não passa por cima dessa tal da pressão social pra ser completamente feliz? Para ter os desejos realizados, e pra ser a gente mesmo: ser complexo, com inúmeras vontades, qualidade e defeitos que não se excluem?

Porque, de repente, vai aparecer um cara legal, com potencial para bom marido e bom pai, que quer uma mulher, como dizem, "pra casar", ele pode não querer nada sério comigo, e etc etc etc, e de repente aparece uma dessas meninas que se seguram como podem, que não dão de jeito nenhum, e ele vai preferir ficar com ela, porque homem não gosta de mulher "fácil".

Ou seja, o discurso machista ainda existe porque tem mulher que corrobora. Cada vez que a gente se faz de difícil só para parecer santa e cumprir um protocolo socialmente estabelecido e machistamente aplicado, e cada vez que a gente chama uma menina de vaca porque ela transou com alguém, a gente sabota um pouquinho da nossa liberdade.

Agora vamos pensar: que tipo de homem não gosta de mulher "fácil"? Um homem que acha que essa mulher, por ser "fácil", por fazer o que gosta, por ser bem-resolvida, vai traí-lo mais cedo ou mais tarde. Um homem inseguro? Pois é.

É, amiga, se ele não se garante, vai por mim: ele não é bom pra você. Não é porque eu transo quando tenho vontade que não sirvo pra ele. É porque ele pensa dessa forma que ele não serve pra mim.

Sabe aquele lance do "antes só do que mal acompanhada"? Então, a gente tem que perceber que a gente tá pronta pra encarar essa: ser feliz sozinha. Porque daí, quando isso acontecer, a gente vai poder falar não para os babacas que ainda querem dar pitaco no nosso comportamento, e ser feliz do lado de quem nos respeita: como ser complexo cheio de defeitos e qualidades que não se anulam por causa de uma minissaia ou de tesão bem resolvido.


Beyoncé já falou: we run this motha.



Pois é, gatas. Existe mulher que ainda não sabe o poder que tem.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A lista das desamélias

Eu podia estar estudando, escrevendo minha dissertação, preparando meu best-seller para ficar rica, mas tô aqui, curtindo minha ressaca com vocês, caros leitores sumidos. Mas vamo lá: fim de ano é temporada de listas e eu adoro listas, faço várias, sempre, ainda que sem funcionalidade e objetivo específico. Ontem a linda da Carol postou no face um texto muito engraçado de uma leitura masculina sobre a lista piegas e ridícula original. Mas é claro que os meninos pensam diferentes. Mas é claro que a gente também pensa diferente. A gente vai desameliar a lista, embrulhar e mandar de presente pra vocês, porque a gente adora dar presente.


1. Presentes fora de hora significam mais amor. Inclusive os mais simples.
Ok, é legal, todo mundo gosta de presente, mas não significa, em hipótese alguma, mais amor.

2. “Legal” não é a resposta que queremos ouvir quando perguntamos se estamos bonitas.
Não se pergunta pro homem se você tá bonita, o jeito que ele te olha já responde. O resto, pergunte para uma amiga de confiança.

3. Nós sempre esperamos uma ligação e sentimos falta quando você não dá sinal de vida durante o dia.
Mentira. Mentira. Mentira. 

NOTA DA CAROL: ok, sentimos sim, mas quando não temos nada para fazer.


4. Nós ficamos desapontadas quando nos arrumamos toda pra sair e descobrimos que você vai com a camisa de ontem e de chinelo.
Não sendo regata, pra mim ok. Ah, e se o pé estiver limpo, porque eu sou higiênica. E quem disse que a gente sempre se arruma toda?

5. Deixe para correr e tirar finas dos carros quando estiver sozinho. Nós dispensamos esse tipo de emoção.
Eu me divirto, mas se for meu pai que sabe dirigir. Não confio no resto.

6. Nós ficamos desequilibradas antes e durante a menstruação, mesmo sem motivo algum. Aprenda a conviver com isso.
Verdade. Mas além disso ficamos bem mais safadas. Aproveite-se disso.

7. Nós iremos questionar a sua masculinidade quando percebemos que você prefere assistir ao jogo ou jogar vídeo game do que transar.
Não vamos, vamos ficar com tesão reprimido, mas não vamos questionar. Pra mim tá ok se deixar eu ler na hora que eu quero.

NOTA DA CAROL: menos carência, mais amor e compreensão, porfa.

8. Você não precisa pagar a conta no primeiro encontro, mas saiba que vamos te achar mão de vaca.
Adoro comprar e pagar a cerveja, daí que ta tudo bem por mim. Assim ninguém controla o quanto to bebendo.

NOTA DA CAROL: quem pede isso não pode reclamar quando ouve que "mulher não gosta de homem, mulher gosta de dinheiro.


9. Consulte uma amiga ou um amigo gay quando for comprar um presente.
E perca toda a autenticidade. Essa regra não é coerente com a primeira.

10. Por mais desencanadas que sejamos, nós não queremos sentir o cheiro do seu pum ou o barulho do seu arroto. Principalmente dentro do carro.
Minhas amigas arrotam mais que qualquer homem, nem ligo mais. Sinal que curtiu minha comida.

11. Você fica sexy se barbeando, consertando alguma coisa, usando camiseta branca com jeans ou dirigindo.
PARA QUE SE BARBEAR, BRASIL? 

12. Se não nos sentimos amadas e valorizadas, nosso botão de “caça” é ativado automaticamente. Só leva um minuto.
Ok, e depois acha ruim que o cara diz que trai instintivamente. Botão de caça é bem humano, né?

13. Unhas compridas machucam – mantenha-as curtas.
É verdade, machuca. Mas ai vai de gosto a dor, né. Eu prefiro unhas curtas pela higiene, né.

14. Nós gostamos de mandar SMS e emails durante o dia – por favor, responda-os.
Responda se tiver com vontade, que não tem nada mais chato que se sentir obrigado. E não precisa se fofo sempre.

15. Barba começando a crescer é um tesão.
Barba sempre é um tesão. Nunca discuta isso. Quer tirar, tira, mas com é sempre melhor.

16. Você não precisa engordar, parar de usar perfume ou não fazer mais a barba depois que começamos a namorar. A concorrência é forte.
Quem inventou que fazer a barba é legal. Deixa assim, gente, tá ótimo. E se namorar comigo e não engordar nem um pouco é porque não curtiu minhas comidas e não ta acompanhando meu ritmo alcoolico, dai eu desconfio do amor. E a concorrência tá sempre ali, sorrindo, pra gente. 


NOTA DA CAROL: Pena que a concorrência é forte dos dois lados, né amiga? Não vamos usar esse argumento, afinal, a gente também pode perder.


17. Entre bombons, flores e ursinhos de pelúcia, nos dê um sapato.
NUNCA ME DÊ UM SAPATO, você não vai saber escolher! Além disso, me empreste seu tênis que eu calço 41


18. Não explique uma traição dizendo que “não teve importância”. É horrível ser traída por algo “sem importância”.
RONC. Traição não se explica, acontece.

19. Nós quase sempre sabemos quando estão mentindo – aprenda que temos um sexto sentido mais desenvolvido do que o de vocês.
Não é sexto sentido, é que homem mente mal mesmo.

20. Queremos dormir de conchinha e ganhando cafuné na cabeça.
5 minutos, depois vamos nos largar e dormir confortavelmente. E nem pense em pegar meus travesseiros todos.

21. Nós adoramos ser elogiadas. Vale qualquer coisa: da cor do esmalte ao roteiro que escolhemos para as férias.
Será? Se você ler meu artigo e não fizer uma crítica, vou duvidar que você tem lacunas epistemológicas e que não vale a pena continuar o lance.

22. Não peça para escolhermos onde vamos no primeiro encontro. Nós gostamos de ser levadas pra sair.
mentira, mentira, mentira. Primeiro encontro é no bar mais perto, para eu poder fugir com facilidade, caso seja necessário.

23. Sim, nós temos senso de direção ruim e odiamos mapas e vagas apertadas. Se ofereça para estacionar invés de ficar botando defeito.
Sou ótima com baliza, e não tenho problemas em perguntar onde estou caso eu me perca.

24. Queremos ouvir o que vocês sentem. Se esforce e fale mais.
AI surgem esses homens que falam mais que o necessário, e todo mundo reclama. 

25. E sim, nós consideramos traição qualquer coisa que você faça/pense/fale com outra que não gostaria que soubéssemos.
MENTIRA, MENTIRA! traição é outra coisa e, nos pensamentos, a gente quase nunca inclui vocês: e isso é saudável.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Só não pode ser chato

Claro que o olhar doce, o gosto para filmes e o jeito esperto de conduzir uma conversa contaram muitos pontos a favor do mais recente homem-mais-incrível-que-já-conheci, mas a tacada final (que brega!) dentre essas coisas que decidem se o rapaz fica no "é legal" ou pula para "pode bem ser o homem da minha vida" foi quando ele, despretensiosamente e sem cerimônias, pegou a garrafa de vinho pelo gargalo e virou um gole. Sem taça, sem cafungadas na rolha e sem explanações sobre origem e acompanhamentos. Ele queria beber e só tinha vinho. Não estávamos em um restaurante e nos conhecíamos há pouco tempo. Depois desse gesto - brusco, singelo, natural - retornou à conversa, sem preocupações se eu havia reparado. Natural, apenas isso. E foi nisso mesmo que eu reparei: na naturalidade.

Não venho aqui fazer um apelo à volta do macho alfa, do homem barbado e suado que só corta o cabelo no barbeiro barrigudo de toalhinha pendurada no ombro e acha que lugar de mulher é no tanque. Não. O homem incrível de quem falo assiste comédia romântica e gosta de cozinhar, sabe palavras em francês e tem camisas bonitas. Mas tem também aquilo que considero necessário para que haja encantamento de minha parte: autenticidade.

O papo aqui vai além da já batida questão "metrosexual versus macho que cospe no chão". É um apelo por menos chatice. E por chatice, digo: querer adivinhar o que as mulheres gostam e levar aquilo como regra, testando insistentemente com todas elas. Chatice do rapaz que mal me desejou bom dia e já foi contando que o sábado dele foi ótimo porque ficou a tocar músicas românticas no violão ao invés de sair com os amigos.

Errou a mão. Feio. Muitas mulheres gostam de um cara romântico, mas não quando ele precisa soltar isso aos quatro ventos a qualquer momento, no meio da conversa ou enquanto pede uma cerveja.

Muitas mulheres gostam de um homem sofisticado, que entende de vinhos, de café, de cerveja, de massas, mas quando essas informações aparecem com o tempo, e são só mais um detalhe na fórmula mágica que compõe o cara mais incrível de nossas vidas.

Aquele lance de sexto sentido é coisa nossa, lembram? Então, não adianta forçar carinhos e apelidinhos melosos ou fingir conhecimento. Para nós, vale mais aquele olhar que bambeia entre o encantado e o safado enquanto abotoamos a sandália do que mil "meu amor, minha lindinha, minha princesa".

Parece que muitos rapazes estão perdidos, afobados, ansiosos por conquistar as mulheres - essas doidas que cada vez têm menos medo de falar do que gostam. Por isso, se envolvem superficialmente com o que não conhecem, tentam fingir o que não são, falam do que não gostam, quando a regra é bem simples: sejam vocês, que o resto flui. Não tem coisa mais atraente que a autenticidade. E se o negócio do moço for mesmo falar dos bouquets do vinho, vair cair bem na hora certa, e a moça, claro, vai adorar.

***

Ou, como disse um amigo meu: "fácil era quando bastava chegar dando murro na mesa".

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Nem que caia, nem que esvaia

Um querido leitor anônimo sugeriu: "vocês poderiam fazer uma enquete, ou simplesmente responder: o que é pior na hora H, o rapaz brochar ou ejacular precocemente?". Hm. Assunto interessante, que nos coloca em saias justas, nos garante risadas e também - por que não? - cumplicidade com o rapaz. Então juntamos a mulherada e mandamos a pergunta "O que é pior: broxada ou ejaculação precoce?" e olha só:

É pior a ejaculação precoce, porque broxar é uma coisa que não significa que a pessoa é de fato ruim, depende de inúmeros fatores, trabalho, cansaço, sabe. A ejaculação precoce, ah. O cara é babaca.

Nunca nenhum cara broxou comigo [sério], então não sei como seria. Imaginando, acho que ejaculação precoce, porque a coisa já começou e acaba antes de terminar!

Broxada. Porque se o cara broxa você nem consegue começar nada... fica aquele climão... tem que arrumar outra coisa pra fazer. Se ele tem uma ejaculação precoce pelo menos começou... você pode dar outro jeito de acabar... falar pra ele tentar de novo, não sei.

Acho que broxar é infinitamente pior. Antes metade do que nada!

Alguns caras quando são precoce são uma benção, né? Porque às vezes o cara é tão ruim, mas tão ruim que tudo o que você quer é que acabe logo. Mas o broxa, não tem jeito. É ruim, é desagradável, parece que a culpada é você por não ter um corpo de modelo, por não ter um cabelo maravilhoso (será que estou muito gorda? será que estou com bafo?) ou por sei lá, ser você mesma. Mas o mais importante é: a gente não sabe como reagir, como se comportar. Quando o cara broxa fica a impressão que a culpada é mesmo a mulher. Já o precoce, não. Ele é o culpado da situação e, ainda bem que foi rápido, né? Porque você nunca mais irá falar com ele! Mas quando o cara é broxa sentimos... pena.

Acho que broxar, porque você não perde a melhor parte, por nem ter começado... Por mais que também seja frustrante!

Acho que broxar é pior que ejaculação precoce. Sei lá, quando o cara broxa (por mais que não tenha exatamente a ver com a menina, ou por mais que ele diga isso) a menina fica com uma impressão (mínima, que for) de que o problema é com ela, que não rola tesão, ou qualquer coisa do tipo. E, depois de broxar, acho que o cara deve ficar sob tensão e se sentir meio na obrigação de conseguir da próxima - o que pode tornar a próxima vez muito menos natural e bacana. Quando o problema é ejaculação precoce, acho que a próxima vez não é tão tensa e o cara pode compensar mais facilmente depois...

Ejaculação precoce é pior, é estragar totalmente a brincadeira. Na broxada você cria até uma simpatia, é uma coisa que pode acontecer e defitivamente o cara estará se sentindo pior do que você.

Eu não acho que a questão seja broxar ou colocougozoucabou, mas como o cara reage diante disso e como ele garante a segunda parte. Afinal, se a segunda valer por duas, a gente perdoa a primeira péssima impressão.


Eu prefiro que goze rápido: pelo menos eu vou achar que sou muito muito muito gostosa e não broxante.

Sem dúvida, uma broxada é bem pior. Porque antes brincar um pouquinho do que nem começar a brincadeira, não é? Se a rapidinha é muito rápida e não dá tempo pra você, há sempre a possibilidade de continuar sozinha e o cara ainda se animar para um segundo round e terminar o serviço com você, aí, vira quase que um sexo tântrico, rsrs. Tá, mas tudo bem que em certos casos não dá pra contar com essa sorte. Mas você pode ainda guardar a energia para a próxima. Sei lá. A broxada é frustrante demais e ainda, para algumas pessoas, tem aquela parte de TER de consolar o homem. Aff. Horrível.

BROXADA, sem dúvidas...

Acho terrível quando o cara acaba muito rápido. Sei lidar com a broxada e sei que, se tiver tempo, dá pra tentar de novo dali uns minutos. Mas a rapidinha não! É frustrante, por mais que tenha suas explicações. Fica aquela sensação de que ele só estava pensando nele, por mais que não seja bem assim.

Bem, aqui vai minha difícil resposta, porque né: acho pior a broxada, porque mesmo que o rapazinho tenha sido rápido demais, seu tesão ainda tá lá e você ainda quer "ser feliz" também. Já na broxada...no meu caso broxo junto total.


Na minha opinião é broxada, mas isso deixa explícito um certo grau machista em mim, eu acho, porque mostra que eu prefiro fazer sexo sem qualidade do que não fazer...mostra que eu me satisfaço com o cara se satisfazendo. Na verdade, a diferença é que na broxada você se sente feia as vezes, mas não deve porque é o cara que tava sem cabeça pra aquilo. Ele te escolheu, te chamou pra aquilo, ou seja, não é porque você é feia, é porque ele na hora pensou em algo que fez ele mudar a motivação. Mas se ele broxa ninguém faz sexo, e se ele ejacula precocemente, só ele faz sexo. De qualquer forma a mulher não tá satisfeita.


Então, lindinhos, sacaram, né? A maioria delas - pelos menos essas daqui - não suportam a broxada. É difícil lidar, é chato, mexe com a auto-estima e o pior: sabemos que vocês também ficam numa bad, meio assim, sem reação, e isso gera um climinha bem desagradável se a intimidade não é suficiente para contornar a situação. Mas acontece, já aconteceu, vai acontecer. E se faltou clima para rir na hora, vamos rir aqui com o gracinha do Luís Fernando Veríssimo, que dá uma boa de uma sugestão para dar jeito na broxada, além de aliviar o lado de vocês com muito bom-humor, olhaí:

Negar fogo é humano. Antes de pensar em atirar-se pela janela, examine a situação. Certifique-se de que não existe uma causa psicossomática para o seu fracasso, como a política econômica do governo ou o fato de a sua mulher ou namorada ter aderido ao halterofilismo. Pode não ser culpa sua, ou do seu tecido eréctil. Lembre-se de que existem várias situações em que negar fogo não só é aceitável como até recomendável. Eis algumas:

* Vocês namoram há pouco tempo. É a primeira vez que vão para a cama. Você acaba de tirar a calcinha dela. Descobre que ela tem “Wando” tatuado numa nádega.

* Ela convidou você para o seu apartamento e o recebe completamente nua mas com um quepe da Gestapo na cabeça e uma coqueleteira de metal numa mão. Depois você descobre que não é uma coqueleteira, é um triturador portátil.

* Você introduziu sua mão sob a blusa dela e sente o mamilo quente crescer contra sua palma. Ela beija seu pescoço, depois lambe atrás da sua orelha, finalmente encosta os lábios úmidos na sua orelha e diz:
- Gostas do Paulo Coelho?

* A porta do quarto se abre e uma senhora gorda de chambre entra arrastando os chinelos e diz:
- Não parem, não parem, eu só vim pegar uma lixa no banheiro.

* Quando chega ao orgasmo, ela começa a bater nos seus rins com os calcanhares e a gritar os nomes dos faraós do Antigo Egito.

* Vocês decidiram transar num lugar diferente: na praia, sob as estrelas. Tiraram toda a roupa, correram pela beira do mar de mãos dadas sentindo a brisa salgada no corpo todo. Agora rolam às gargalhadas pela areia até caírem numa trincheira cheia de soldados camuflados e serem informados de que estão no meio de manobra militar, e é para não fazerem barulho senão vão denunciar sua posição ao inimigo, que observa tudo o que se passa na praia com binóculos infravermelhos.

Às vezes negar fogo tem as mesmas causas do motor afogado. Do motor que não funciona não por falta de combustível, mas por excesso. Isto é: você está tão a fim, tão a fim que não consegue. É um motivo perfeitamente respeitável que não deve afligir ninguém, embora seja o mais frustrante. Sua causa é o perfeccionismo. Você finalmente vai fazer amor com a mulher dos seus sonhos. Um ideal que você persegue há anos, ou alguma beldade famosa que por umas horas dessas dádivas da providência cruzou olhar com o seu e disse com o olhar que sim. E agora você está prestes a possuí-la. Tudo tem que ser perfeito. Esta é a transa com que você se consolará nos anos do seu declínio, quando sua única zona erógena será sua memória. É a transa que você contará para os netos.

A mulher dos seus sonhos já está na cama. A cama é perfeita. A iluminação é perfeita. A temperatura é perfeita. A umidade relativa do ar, os índices médios da bolsa, a colocação do Botafogo no campeonato, tudo. Só falta uma coisa. Seu tecido eréctil está fazendo que não é com ele.

A mulher da cama pergunta por que você está assoviando. Você diz que é de contente. Ela pergunta por que você não vai para a cama. Você diz “você notou a vista daqui?”, e dirige-se para a janela. Você se atira pela janela, para ganhar tempo.


Fazendo esse post, surgiram as dúvidas: é broxada ou brochada? E qual o termo divertido para ejaculação precoce? Juro que fiquei confusa.

E sim, o título genial foi ideia da Rosa. (:

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Me digas quando nasceste e te direi quem és...

"Quando eu era mais nova, adorava ler coisas sobre os astros. Não sobre a Britney Spears, mas sobre astrologia (o resto do meu tempo eu gastava lendo sobre os Backstreet Boys). E eu era extremista, dogmática. Por isso não reclamo quando um evangélico tenta me convencer que o sangue de Cristo tem poder. Eu falava horas e horas sobre a influência de Júpiter na nossa personalidade.

Hoje as coisas mudaram. Sou agnóstica - estou sempre em cima do muro – e não sou totalmente cega quando o assunto é astrologia. Isso acontece porque para a astrologia fazer sentido, há muitas contas e cálculos a serem feitos e hoje faço faculdade de humanas. Mas nada disso me impede ficar sempre com um pé atrás quando conheço um leonino ou um canceriano.

Acontece que esse post será diferente. Não irei falar sobre como um arietino gosta de tomar a iniciativa (sim, ariano é gente branca que Hitler gostava, arietino é quem nasceu sob o sol na casa um). Não. Irei falar sobre outra coisa. Quando você nasceu, não será o assunto dessa lista. Mas sim de quando seus pais te geraram.

Áries – Você foi gerado em julho. Ou seja, seus pais só estavam um dia tentando se aquecer, por isso você é assim, tão nervosinho. Ninguém achou que aquela noite fria iria dar tanto trabalho depois.

Touro
– Agosto é conhecido como o mês do azar. E advinha o que aconteceu com os seus pais? Sua mãe ficou grávida. Assim, você vive teimando que não é um medalhão de má sorte ambulante.

Gêmeos – No mês das flores, do amor, do início da primavera seus pais olharam um para o outro e viram o quanto se amavam. Por isso você é tão alegrinho e bobo. Além de ser super mente aberta – leia-se meio viado. (Sim, sou geminiana).

Câncer – Oktober Fest, dia das crianças, feriado prolongado. Na realidade seus pais estavam bêbados sem saber o que estavam fazendo. Assim, você precisa acreditar que eles se amam, que não foi tudo conseqüência de um final de semana regado a cerveja na praia.

Leão - Você é tão mal humorado porque foi concebido no dia dos mortos. Nada mais a declarar. (sim, eu tenho medo de leoninos)

Virgem - Em pleno Natal, aqueles sem vergonha não respeitaram a ordem das festas e foram direto para a comemoração. Alguém na sua família tem que mostrar um mínimo de seriedade e sobriedade, certo?

Libra – Você é meio gay porque nasceu no mês das flores e foi gerado em pleno verão. Quer mais desculpa para ser todo fresco?

Escorpião - Com seu pai vestido de travesti e de batom, sua mãe toda colorida e maquiada de sainha curtinha numa festa open bar em pleno carnaval. Não é de surpreender que você seja meio assim, vingativo. Além de só pensar em sexo, claro.

Sagitário - E são as águas de março fechando o verão. Sem ter muito que se fazer, seus pais estavam em casa, molhadinhos. Se eu fosse você, também não gostaria de ficar muito em casa não.

Capricórnio – Páscoa. Sem comer carne, advinha o que seus pais (aqueles safadinhos) fizeram? Por isso você é assim, todo caladão. Vergonha, né?

Aquário
– Realmente, numa família em que se comemora o dia das mães tentando fazer outra, as pessoas são assim, para frentex. E com esse amor louco dos seus pais, tem que se ater ao computador, à internet, a motor de carro...

Peixes – Quando alguém te zoar dizendo que você é meio romântico, meio avoado, meio gay, replique: você foi a conseqüência do dia mais romântico do ano: o dos namorados. Em pleno inverno, seu pai foi todo amoroso com a mamãe, levou chocolate, um vinho (para aquecê-la no inverno) e... É você é fruto de um amor capitalista. Mas não fique triste e pensativo, ok?

Gostaria de salientar que eu tenho amigos de todos os signos e amo muito todos eles. Mas isso é só uma brincadeira que veio na minha cabeça conversando com a Carol (escorpião e o carnaval) e o Vinho (sobre o porquê há muitas pessoas nascidas em setembro). Só isso.

ps: Escrevi pouca coisa sobre Leão pois terei medo das reações vindouras..."


Esse texto é da Deborah, e eu achei tão legal, e tava lá, perdido nos arquivos, que pedi para ressuscitá-lo aqui. (:

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

É, mas tem que surpreender...


Há tempos venho notando o quanto eu me apego a coisas muito sutis para me apaixonar, me encantar ou mesmo ficar com vontade de alguém. Essas tais pequenas coisas são as mesmas que despertam um desejo muito louco de ser amiga de uma pessoa: pode ser até o jeito descontraído que ela contou uma história triste. Mas é que não se torna amigo por pouco, mas é por muito pouco que às vezes nos envolvemos com as pessoas. Ele é bonito e inteligente, tudo bem, mas é aquela beleza e inteligência óbvias desde que você olhou pra ele. Ela é meio piradona, descontraída. Aham, mas é piradona e descontraída até demais, em horas impróprias. Eu gosto é de gente que é muita gente, gente que surpreende o tempo todo e que você não cansa de descobrir coisa nova. Faz um tempo que ninguém me surpreende, e eu confesso a vocês que nem mantenho minha expectativa assim tão alta. Às vezes, um comentário outro faz a gente se enganar e dizer: tai, esse é diferente. Mas nem é. Olho em volta de mim, quanta gente surpreendente eu conheço e que bom que são meus amigos. V. é tímida que dói, fica vermelha cada cinco minutos, mas com um bom papo você suga dela os comentários mais maliciosos possíveis, sem contar que, no fundo, é uma latinista que faz contas super bem. A. é retraído, meio gênio humanista que se isola do mundo, mas esconde dentro dele a pessoa mais solidária e generosa que eu conheço, capaz de ajudar qualquer pessoa, o tempo todo. E bebe, e nem filosofa tanto assim alcoolizado. C. é o tipo gostosa, quem a vê na mesa romana da academia não acredita que ela chega em casa e coloca os dedos pra funcionar no pc escrevendo as coisas mais legais que eu leio por aí. E o moço que ela conhece? Diz que joga basquete profissionalmente e sabe tudo de cinema. Quisera eu que as pessoas que eu conhecesse agora seguissem esse padrão, mas não. As pessoas andam sendo exatamente aquilo que elas aparentam ser, sem dubiedade, sem ambivalência, sem paradoxos. Sem surpresas. Não to falando que eu espero flores numa tarde chuvosa de trabalho, nem esses clichês conhecidos que a gente, no fundo, gosta e se surpreende. Eu to falando do moço antipático da festa, mas que cuidou de todas as suas amigas bêbadas. Do nerd que toma sempre um porre comigo, falando de American Pie. Do loucão que chora em comédia romântica e confessa que ama musicais. Do solteiro convicto capaz de fofuras, e de admitir que às vezes gosta (ainda que mais do que queria). Do engenheiro que te recomendou o melhor filme da sua vida. Do tipão que odeia vida acadêmica, mas adora poesia. Essas pessoas existem, mas parece que cada vez menos. Ainda mais na academia (não a de malhar, a intelectual mesmo) onde as pessoas assumem que são especialistas em uma área e não podem, portanto, perder a pose. Ou que são engenheiros e não podem fugir do esteriótipo e, quando acham que fogem, é porque fumam maconha e escutam Los Hermanos. Ser mais de um é mais que isso. E que mundo chato é esse que tem uma cara só e que nunca assusta a gente quando a gente vai mais fundo...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Amor leviano

Você conhece uma pessoa interessante, vocês se beijam e se divertem. Trocam telefone e ela liga no dia seguinte. Saem juntos. Um dia, acabam dormindo juntos. No outro, passam a tarde no MSN falando sobre música e cinema.

Você começa a gostar do jeito dela e de certa forma deixa isso escapar: num sorriso ou sms carinhoso. Então, a pessoa legal, divertida, bonita e que combina tanto com você faz o que? Some.

Você liga, ela atende e dá uma desculpa para não te ver (dor de cabeça, os estudos, o trabalho, o aniversário do melhor amigo). Você, paciente e iludido, acredita e espera.

Pois é. A frase está pregada em salões de cabeleireiro, escritórios de advocacia, mural de facebook e Orkut e a gente não aprende: quem quer arruma um jeito; quem não quer, uma desculpa.

Se ela quisesse, iria te considerar uma boa opção para curar a dor de cabeça, o estresse do trabalho, iria deixar os estudos para mais tarde e te convidar para a festa do melhor amigo.

Difícil, mas quanto mais cedo a gente entende isso, melhor: as pessoas as vezes não nos querem para sempre.

Ok, todos temos o direito de amar e desamar, de gostar ou não, mas então porque ela dava pistas de que seria para sempre, ou pelo menos por um bom tempo? Por que sorriu de volta quando você sorriu? Por que fez carinho, mandou sms, pediu colo, dormiu junto e fez essas coisas todas que confundem a gente?

Simples: porque nós, todos nós, em porcentagens diferentes, somos um tanto carentes e outro tanto egoístas. E quando precisamos de carinho e atenção e aparece alguém que tem isso a oferecer e se encaixa nas nossas exigências, por que dizer não?

Mas daí chega uma hora que soa aquele alarme: isso está virando compromisso. E quem está pronto assume, mas quem não está, some. Pode rolar conversa sincera? Pode. Mas vai rolar? Nem sempre, porque somos imaturos, porque tendemos a escolher o caminho mais fácil e porque não temos certeza de que a outra pessoa está levando a sério a ponto de querer ouvir uma conversa sobre o fim de algo que mal começou.

Soa leviano? Meu bem, a vida é leviana. Impossível cobrar dos outros aquilo que temos a oferecer: as pessoas são diferentes.

Algumas pessoas estão dispostas a se entregar por tempo indeterminado, outras não.

O importante, então, é que seja por completo. Mesmo que dure uma noite.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vai um sanduiche?

Todo mundo já viu e quem não viu ouviu falar do sanduiche de buceta. Isso mesmo. E se você se espantou com o nome só agora, provavelmente não entrou na internet hoje: está em todo lugar.

Eu vi e fui conversar sobre com a Amanda . Ela disse que acha que a menina é virgem. Eu falei que não deve ser virgem não, mas não manja nada de sexo. Nós duas concordamos que, na cabeça da moça do sanduiche, sexo é aquilo que acontece em filme pornô. Lembrei então dessa matéria da revista Tpm exatamente sobre isso: o cinema pornô e o sexo na vida real. Vale ler.

Que fique claro aqui: sexo é subjetivo. Cada um gosta de um jeito, e o aprendizado é eterno: há sempre algo novo a se descobrir. Mas, baseado nas conversas de menina e nas experiências pessoais, eu digo: mulher - a maioria delas - gosta de sentir e perceber, mais do que ouvir clara e tecnicamente.

Não é regra mas é fato: tem homem (e mulher também, vejam só) achando que sexo é igual acontece nos filmes. E isso tem atrapalhado o desempenho dos bonitões, e broxado muita moça por aí.
E das fantasias e manias que eles roubam da telinha, para mim não existe pior do que a do ‘narrador de foda’. ‘Isso gostosa, me chupa. Vai, cavalga. Isso. Tá gostando, tá? Então vem cá sua putinha’. Meninos: por favor. Tem coisas que não precisam de verbalização, e pra mim o sexo é uma delas. É a hora de deixar o corpo falar. Se escapar uma palavra, vai ser espontâneo e gostoso, mas “rebola pra mim sua vadia” é de fazer muita mulher querer pular da cama e pôr a roupa na hora. Bom mesmo é quem sabe a hora de agir: são esses que convencem qualquer mulher a rebolar sem precisar dizer um “a”. Os que deixam um corpo conduzir o outro – e que libertam seus instintos com o cérebro quase desligados do léxico convencional – esse sim roubam a cena. Tem horas que um tapa vale mais do que mil palavras.


(E tem coisas que palavra alguma explica. Por exemplo: sanduiche de buceta. Durmam com isso).

domingo, 14 de agosto de 2011

De jeito

Concluo: o problema não são os homens que não sabem ao certo o que fazer com uma mulher; são os que sabem demais.

Homens que precisam de instrução existem aos montes. Que mulher nunca teve que orientar: "mais devagar", "menos força", "beija aqui"? Absolutamente normal.

Mas aquelas já encontraram um homem que sabia exatamente o que fazer irão concordar: impossível não cair de quatro, literalmente ou não, quando se está nas mãos de um homem desses. Tal sabedoria não tem regras ou fórmulas: varia de pessoa para pessoa. É química e encaixe.

Conheci um homem assim: não precisou de palavras para me convencer. Eu não precisei saber de detalhes para querer. E ainda que eu só soubesse que ele fuma e gosta de coca-cola, continuaria querendo, por mais que depois de uma, duas, três vezes, não houvesse conversa alguma. O que ele sabia fazer comigo me bastava.

Quanto aos que não sabem: eles aprendem, e tendem a ficar ótimos depois de um tempo. Mas aqueles que não precisam de instruções são absurdamente irresistíveis. E inesquecíveis.

domingo, 7 de agosto de 2011

pago pra ver




Quando, meses atrás, entrevistei Henry para uma matéria sobre a vida secreta dos garotos de programa, ele disse que atende apenas mulheres e casais – homens nunca - e que ganha bem para isso.

Depois da entrevista, ao contar isso para amigos, muitos duvidaram. “Mulher não precisa pagar para ter sexo”, diziam.

O primeiro pensamento que vem a nossa mente é esse: mulher não precisa pagar, sempre tem alguém querendo comer. Pode ser, mas quem disse que é para qualquer um que queremos dar? Para nós, pode ser fácil conseguir sexo a qualquer hora, mas como ficam os desejos, as fantasias, a vontade: “quero com ele, não com você”? Escolhas. Vontades. Isso existe e é parte fundamental do ato sexual.

Mulher paga, sim. O que a gente esquece – ou deixa de reparar, ou prefere fingir que não sabe – é que quando se fala de sexo pago o que está em jogo não é o sexo: é o poder e a realização.

Quando você paga para transar está pagando para transar do jeito que você quer. E se o jeito que você quer for estranho, o outro – o que está recebendo a grana – não tem o direito de reclamar ou de lhe taxar de louco: ele está ali para isso. No dia seguinte, ele pode lhe encontrar no supermercado e fingir que nunca te viu, sem neuras. Acontece também com os homens.

Fosse sexo por sexo, as garotas de programa, prostitutas e putas estariam fadadas ao fracasso. Já faz tempo que as mulheres se libertaram do tabu do “sexo só depois do casamento”: elas transam quando querem. Ainda assim, os homens pagam. E a Bruna Surfistinha, no livro “O Doce Veneno do Escorpião”, revela: muitos deles pagam para realizar fantasias que jamais pediriam para suas esposas, namoradas, amantes.
Sexo por sexo a gente encontra na rua, numa festa, na agenda do telefone. Realização, nem sempre.

Sobre os casais, Henry disse que são em geral de meia idade e financeiramente bem sucedidos. O pedido é sempre o mesmo: o marido quer ver sua mulher na cama com outro homem. Enquanto Henry entra em ação, o cliente senta na poltrona ao lado e assiste. Alguns filmam ou fotografam – o que encarece o programa. Ryan, o outro garoto de programa com quem conversei, confirmou: quando recebe chamada de um casal, sabe que vai rolar sexo só com a mulher; o marido é espectador.

Compreensível que chamem os garotos para isso. Que empresário, médico ou advogado bem sucedido convidaria um amigo ou conhecido para dar umazinha com sua mulher? Evoluimos muito, mas sexo ainda tem seus tabus. E é para cobrir essas lacunas, nas quais nossa moral não permite a entrada de qualquer um, que existem esses garotos e garotas. Pelo bem da nossa convivência social nos corredores da firma.



*O rapaz da foto é o Henry, que foi clicado pela fotógrafa Juliana Lobato.

Quer ler a matéria? Só clicar aqui.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

comendo com os olhos

Estava numa empresa a trabalho. Um lugar onde mexem com metais e essas coisas de siderurgia, desses ambientes cheios de rapazes de 20 e poucos anos, uniformizados, de luvas e avental.

Parada na porta, distraída, me peguei de olho na bunda de dois rapazes que acabavam de passar por mim. Ali, eu tentava descobrir qual dos dois ficaria melhor longe daquelas calças jeans: só de cuequinha branca. Não cheguei à conclusão alguma sobre eles, mas foi então que enterrei o que eu já havia há tempos sacrificado: o mito de que homem é visual, mulher é sensorial. Não senhoras. Claro que adoramos o toque da língua, as palavras no ouvido, a mão na cintura, mas quem aqui ousa dizer que não é uma delícia degustar com os olhos as belas costas morenas dos meninos do Rio, do Guarujá ou de Ubatuba?

Então, faço uma listinha de coisas que me agradam só de olhar. Para ilustrar, fui ali no paparazzo buscar umas fotos do Cristiano, aquele do BBB. Um presentinho pras meninas. Depois, quero saber qual é a de vocês.

1. Tanquinho


Acho brega chamar de ‘tanquinho’, mas quando a comparação é justa, nada mais gostoso do que dar uma olhadinha. E se tiver aquele vinco que começa nas laterais e desce, desce... MEU DEUS. Posso passar horas admirando. (Alguém sabe me dizer o nome desse detalhe incrível da anatomia masculina?)

2. Maxilar marcado



Acho incrível homem que tem o rosto meio quadrado, os ossos do maxilar meio salientes. É ver um tipo desses no ônibus que eu olho. Disfarço. Olho de novo e passo o telefone (essa parte, vocês sabem, é brincadeira). E se tiver uma barba por fazer, então: meu amigo, parabéns.


3. Bumbum


Aqui, sou exigente: tem que ter. Não pode ser reto, daquele que andam e a calça vai caindo,passando direto sem encontrar qualquer obstáculo. Mas também não pode ser grande. A regra do corpo masculino é: cintura mais fina que ombros. Bumbum durinho. Olho mesmo.


4. Mãos


Tenho uma amiga que deduz o tamanho do pau do rapaz só de olhar para as mãos. Ela jura que acertou em 90% das vezes. Nunca testei, mas me atraio por mãos grandes, ásperas, ossudas. Fico olhando os movimentos retos, graves, enquanto dirigem, escrevem, amarram o sapato... Dedos pequenos e gordinhos, confesso: me dão um pouco de desânimo.


5. Costas


É gostoso de ver quando eles desfilam pela praia as costas definidas e bronzeadas. É gostoso quando eles deitam na cama com os braços embaixo do rosto. Tão gostoso que é quase incontrolável ficar só no olhar: bate vontade de morder.


Meninos, se vocês não ostentam todos os esses atributos, não se irritem. Claro que esse post é de conteúdo superficial e claro que não é só nisso que vocês nos seduzem. Mas que olhar é gostoso, é.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os meus homens

Eu não sei ser amiga de ex-namorado. Estabeleço com eles uma relação que vai além da amizade, de qualquer tipo de relacionamento que se pode manter ao longo dos anos, e simplesmente não consigo depois de tudo ser amiga de alguém que compartilhou comigo sonhos, segredos, dividiu comida, pensou em nome de filho, passou uma tarde na cama, cuidou de mim enquanto estava doente, passou noites em claro comigo, me viu pelada, me comeu. Claro que consigo estabelecer amizades com pessoas que já me viram em situações dessas, mas não, jamais, nunca com alguém que me viu em todas essas situações diversas vezes, e sempre com amor e lascívia, sempre com um pouco de dor às vezes. Os homens que escolho para ser meus namorados não poderiam ser pra mim outra coisa senão isso - por mais que no início eles não saibam, mas pra mim eles são sempre homens que um dia vão ser meu namorado (mesmo que nunca de verdade cheguem a ser). Eu não namoraria um homem que é meu amigo, embora possa fazer sexo, embora possa ter um caso, mas é meu amigo. Meus namorados foram também meus amigos, mas foram mais que isso,e não que para mim namoro seja um tipo de relação mais importante que amizade. Não. Mas é uma relação que me suga, que me faz gastar energias, lágrimas e todos os sorrisos e fazer planos, sonhar, e eu não posso depois disso tudo aceitar uma mesa de bar, uma festa, um cumprimento qualquer, com aquele que foi o homem da minha vida. Depois de tudo, costumo dividir os meus ex-namorados em dois grupos: os que me fazem sentir ódio, apenas ódio; e os que serão para sempre os homens da minha vida. Por mais que não exista mais tesão, mais carinho, mais respeito, por mais que não sobre mais porra nenhuma, eles vão ser para sempre homens da minha vida. Aquele rosto, aquele corpo e aquela voz vão pra sempre representar o homem que foi um dia o homem da minha vida, que a primeira vez que me falou 'oi qual seu nome' ou 'essa carteira é sua' ou 'você bebe cerveja', eu pensei: é ele. E eu nunca poderei um dia passar ao lado desse homem na rua, dar um beijo no rosto e dizer: 'oi, tudo bem?' e ouvir só amenidades.

Talvez vocês me digam que eu não sei amar, que eu idealizo demais, que preciso de psicanálise. Talvez.

Do blog da @ohmaria, algo mais sobre isso.


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E esse post partiu de uma conversa com o @veridicool, depois de ler esse texto aqui.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pitacos e mais pitacos

Vocês são danados, hein? Foi só a gente começar com essa brincadeirinha do pode-não-pode que a coisa foi longe. Primeiro, o Lucas e o Daniel, aí embaixo. E agora a Vanessa, nesse post AQUI.

Pois é, a moça se empolgou e correu dar pitacos no post dos meninos, e ainda usou a experiência que teve lá fora pra fazer umas comparações.

O que a gente acha? A gente acha que vocês são todos lindos.

E oh, logo mais vem post com a opinião de várias gatas sobre um assunto delícia.

:*

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Elas também não podem ser babacas




A quarta-feira mal começou mas depois do post sobre babaquice masculina a coisa aqui ficou tão boa que eu vou adiantar o próximo assunto.

Todo mundo sabe que esse blog é um lugar democrático, que A GENTE ESTAMOS AÍ sempre aceitando a opinião de vocês. E aí que teve homem que curtiu a ideia do 'pode-não-pode' do sexo oposto e entrou pro jogo.

O Daniel tá indo devagarzinho, observando, e dando os pitacos em doses homeopáticas lá no blog dele, que é só clicar AQUI que você lê.

Já o Lucas seguiu nosso esquema, e o resultado foi muito bom. Mandou pra gente e é o post de hoje (com comentários meus, ok?). Meninas, meninos, menines: vamos ver o que é que eles - ou alguns deles - pensam.

***

Li outro dia neste blog o post Só não pode ser babaca e cheguei a duas conclusões. 1) Realmente, como diz o texto, não existe homem ideal; e 2) Praticamente os mesmo 10 itens que servem de parâmetro para identificar um cara babaca também servem, com algumas modificações e adaptações, para reconhecermos uma mulher babaca.

Assim como mulheres gostam de homens que NÃO têm certas atitudes, nós homens também gostamos de mulheres sem determinadas atitudes. Pelo menos quase todos nós, homens, gostamos, porque todo mundo sabe e conhece centenas de casos em que alguém que se encaixa em um ou mais itens da lista de babaquice e mesmo assim achou a tampa de sua panela. Mistérios da vida, vai entender.

Como homens não se interessam apenas pela relação entre as medidas da cintura e do quadril da moça (é verdade, gente. Homem olha bem mais que isso quando está interessado!), tomei por base o bom senso e o gosto mais geral do ser humano do gênero masculino para elaborar uma listinha. Ela é bem parecida com a da semana passada propositalmente, porque em matéria de babaquice há mais pontos em comum ente homens e mulheres do que diferenças.

1. Usar homem para se gabar
Você fica com o menino, ele é gostoso e bom de cama (pelo menos você diz que é) e daí se acha a fodona por isso e sai contando pra todo mundo da academia, do bar, do trabalho? Você é babaca.
O contrário também é válido: ficou com o rapaz e de repente não curtiu e aí resolveu sair falando por aí e difamando o cara, como se a culpa de não ter dado certo fosse unicamente dele? Babaca!

*Comentário da Carol: não é segredo que mulher gosta de falar com as amigas sobre intimidades. Eu acho que cabe aí o bom senso e o respeito. Tudo tem limite.


2. Falar mal dos(as) outros(as) e ser preconceituosa
Se você achar suuuper legal sair por aí falando mal de cada pessoa que encontra, ficar comentando a roupa ridícula ou o sapato feio que alguma fulana está usando, falar do namorado de todo mundo, achar que é a dona da verdade sobre a moda e os relacionamentos, bem, você é babaca. Sabemos que existem coisas por aí que realmente desafiam o bom senso e um comentário às vezes tem de ser feito mesmo. Mas fazer isso toda hora, em todos os lugares é babaquice. Reunir-se em um grupinho de amigas na faculdade, no bar ou na festa de aniversário da prima para falar mal de alguém ou de outro grupo é implicância babaca também, e só você(s) acha(m) que está sendo legal (e homem finge que não se importa). Afinal, existe palhaço porque tem plateia pra rir, não é?


3. Roupas x Ambientes
É preciso tomar muito cuidado aqui. Existem roupas que são ótimas para ir à academia e caminhar num calçadão; outras são melhores para uma balada e festa noturna. No entanto, é sempre bom não confundir a academia e a balada com a praia, se é que me entendem. Quer usar um vestidinho curtíssimo, mostrar as pernas e sabe-se mais o que lá? Ótimo, você tem liberdade para isso. Mas saiba que será julgada. E não pense que engana alguém, pois nós homens sempre notamos suas intenções com isso. (Afinal, todo homem sabe que ninguém precisa ir pra balada mostrando a calcinha para estar bonita, OK?)
* Usar a roupa certa e ficar bonita independe de “estar com tudo em cima”. Sempre haverá homens tanto para as magrelas e saradas quanto para as gordinhas. Aqui entra a tal da química e a pegada, coisas intrínsecas a uma relação (que pode ser de uma noite só) que não têm muita explicação até que aconteça.


4. Usar abada

Só é permitido em micaretas e carnavais, pois é um acessório de gosto extremamente duvidoso e ninguém fica bonitinho dentro dele. Portanto, se guardou o abada daquela festa superlegal de fevereiro, esqueça-a em algum rincão perdido do universo e não seja babaca de colocá-la usando como muleta o calor que está fazendo neste final de semana.

*Eu substituiria o 'abadá' (que é coisa que menina normalmente não usa mesmo no dia-a-dia) por 'roupas 2 números menores que o seu manequim'. Fica apertado, deselegante, tosco. Não rola.


5. Burrice

Ninguém sabe tudo sobre tudo e, em vários assuntos, somos todos ignorantes. O que não quer dizer que é justificável sua falta de interesse no mundo (que provavelmente é bem maior do que faz crer sua vida cotidiana). Ninguém pede que você saiba tudo sobre o Corinthians ou sobre as pesquisas com os bonobos, mas que consiga ir além do óbvio cotidiano. Em síntese, vou repetir o que a Carol afirmou no post passado: O que não rola é você não saber como sair de tal situação, ficar olhando com cara de cachorro que caiu da mudança e babar: isso é muito babaca.
*Mas um pouquinho de cinema, política e música (economia, meio ambiente, legislação) você TEM que saber, por favor, né?


6. Colocar fotos e textos sem noção no Orkut/Facebook
Cuidado com as mídias sociais: colocar fotos caseiras em poses sexy se achando “a gostosa” ou frases que confirmem todo o soberbo proveito que você dá a sua solteirice são praticamente provas de babaquice. Colocar aviso sobre todas as festas de que você não deixa de ir no nick do MSN ou no Twitter também dão indícios de uma mulher babaca. Fica parecendo que sua vida se resume a sair de casa, encher a cara, sair com alguém e passar a semana planejando quando será a nova baladinha/churrasco/bebedeira. É, no mínimo, oco. É tosco.


7. Ir atrás do carro

Uma vez, na frente de um bar underground bem na orla turística da minha cidade, ouvi a conversa de um grupo de garotas que foi de matar. Passou um rapaz dirigindo um certo carro e uma delas comentou: “Nossa, como fulano está bonito!” “Mas você não achava ele bonito”, retrucou a amiga. “Ah, é que naquele carro até ele fica mais bonito”. E depois reclamam quando são chamadas de Maria gasolina (na verdade, um sinônimo de babaca).
Outra coisa, não adianta reclamar dos caras que pagam uma de bonzão porque tem carro com neons até no escapamento, som mais caro que o próprio veículo e mais rebaixado que time de várzea do interior. Tem mulher que gosta, que adora, que ama ir atrás de homens com esses atributos.

*Comentários da Carol: a coisa aqui é mútua, né? Tem homem que curte se mostrar, tem mulher que curte cara que faz babaquice pra se mostrar, daí o cara acha legal e se mostrar mais, e daí ela curte mais ainda...


8. Tatuagem, piercings, e o que mais inventarem
Garota, você pode ter tatuagens, piercings, e o que mais achar que faz seu estilo. Mas pelo amor de Deus, isso deve fazer parte de seu estilo de forma honesta. Se for por modinha, porque “todo mundo está fazendo”, saiba que você virou uma tremenda de uma babaca. Agora, se seu estilo é REALMENTE ter mais brincos no nariz que um touro e mais alargadores de orelha que um aborígene, vá em frente. Como já disse, tem homem com gosto pra tudo, mas todos os homens gostam de mulher autentica, não de mais um produto da vontade coletiva. E é bem melhor ter nos braços pele, carne e músculos do que um amontoado de metais brilhantes.


9. Ser somente o seu dinheiro
Você acha legal contar que pagou R$ 2 mil em um sapato e que só compra bolsas originais da Louis Vutton e outras marcas caras e famosas? Acha que vai ser maior do que outra pessoa por ter dinheiro e um cartão sem limites? Você é muito babaca. Tem homem que vai gostar do seu dinheiro, mas isso não significa que seu relacionamento vá dar certo.


10. Indecisão, insegurança e feminismo de supermercado

Desde onde jantar até a hora de dizer eu te amo: mulher, entenda que super-herói de verdade não existe. E sabe aquele cara ideal, o machão super seguro de si da novela ou do filme? Pois é, só existe na novela e no filme e babaca de você que se iludiu e quis encontrar a cópia dele no mundo ao seu redor.
Nem sempre estamos em um bom dia e nem sempre podemos ou temos condições de tomar as rédeas da situação. Por mais que vocês adorem isso, homens não são o Superman (embora a gente queira ser ele na maior parte dos dias) e é quase humanamente impossível suprir TODAS as suas carências. Nós também ficamos inseguros às vezes, também não sabemos que decisão tomar, também ficamos vulneráveis – só que a gente nunca admite.
Se você quer viver o “feminismo” do século 21 – em que a mulher toma conta da casa, trabalha, ganha bem, fala das suas vontades e exerce sua sexualidade com liberdade – pelo menos aceite sem pré-conceitos que homem nenhum é um tanque de guerra, preparado e equipado para tudo. Nós já sabemos das fragilidades femininas há algum tempo e não pedimos agora que sejam heroínas. Façam o mesmo por nós. Se querem um sociedade de homens e mulheres com direitos iguais (e aqui é claro que não me refiro apenas à legislação), por favor não seja babaca de acreditar no feminismo de supermercado, que diz assim: “mulher pode tudo agora, mas homem tem que ser o fortão, o fodão, o Soldado do Futuro”.

Viu? Continua sendo simples: pode ser tudo, pode ser até ruim de cama, que a gente dá um jeito. Só não pode ser babaca. Até porque, se for babaca, mesmo sendo ruim de cama vai achar que é A FODONA.



Quer dar seu pitaco? Manda para desamelias@gmail.com

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Só não pode ser babaca



Outro dia conversava com um amigo sobre homem ideal e confirmei pra ele aquela antiga conclusão que já tinha aqui comigo: isso não existe.

Não dá pra dizer 'homem ideal pra mim tem que ser moreno, alto e gostar de rock', porque daí vem a vida te trazendo um loiro baixinho fã de mpb que te deixa louca.

Quem vive sabe que esse lance de estereótipo é balela, mas existem algumas coisinhas que funcionam como um vale-brinde para o coração feminino.

Ok, ter barba já é consenso aqui, mas aí eu pensei que, indo além dos atributos físicos, tem uma coisa que resume tudo aquilo que o príncipe encantando tem quer ter. Ou melhor, o que ele NÃO tem que ter: babaquice.

Isso mesmo: não pode, de jeito nenhum, ser babaca. Só isso.

Mas não pensem os senhores que é fácil não ser um representante da babaquice masculina. Para ajudar, vai aqui uma listinha de comportamentos típicos de um babaca para você evitar ou então descobrir que é um (hihi):


1. Usar mulher para se gabar
Você fica com a menina, ela é gostosa e boa de cama e daí você se acha o fodão por isso e sai contando pra todo mundo do futebol, do bar, do trabalho? Você é babaca.
O contrário também é válido: ficou com a menina e de repente não curtiu e aí resolveu sair falando por aí e difamando a guria, como se a culpa de não ter dado certo fosse unicamente dela? Babaca!

2. Ser grosseio e preconceituoso
Se você achar suuuper legal ser estúpido com o garçom, contar que já mandou a professora tomar no cu, fazer piada com gay ou com mulher e não respeitar nem a sua mãe acreditando que essas pessoas simplesmente não merecem o seu respeito - ou por qualquer outro motivo - você é muito babaca. Sempre bom lembrar que piadinha tem limite.


3. Andar sem camisa

No bar, no carro, na balada. Babaca. Tal atitude só é permitida em praias e churrascos. E olhe lá: tem que estar com tudo em cima.


4. Usar abadá
Acessório - veja bem: eu disse acessório, pq abadá nem vestimenta é - somente permitido em micaretas. Fora isso, babaca.
*As regatas, como a Rosa lembrou aí nos comentários, também requerem atenção especial. Pode usar na academia, no futebol e na praia. Fora isso, cuidado, MUITO CUIDADO.


5. Burrice

Ninguém é obrigado a saber tudo sobre todos os assuntos. Ela pode querer falar do acelerador de partículas ou do último São Paulo Fashion Week e você nem saber do que se trata: isso é super aceitável. Mas o que não rola é você não saber como sair de tal situação, ficar olhando com cara de cachorro que caiu da mudança e babar: isso é muito babaca. Lembre-se: o bom-humor é uma forma de inteligência. Saiba utilizá-lo.
*Mas um pouquinho de cinema, política e música você TEM que saber, por favor, né?

6. Colocar fotos sem camisa no orkut/ facebook
Cuidado com as mídias sociais: foto sem camisa no perfil do orkut, frase do tipo "sou praieeroo, sou guerreirooo" ou "festa ontem mto booooa hein lek" no msn ou no orkut são fortes indícios de babaquice. Homem de verdade sabe dos seus feitos e sabe também a hora certa de contá-los. E sabe que, por mais que sua vida social seja uma lou-cu-ra nem todo mundo está interessado em saber.


7. Ter carro tunado
Você tem um carro rebaixado, com luz neon e R$12 mil em equipamentos de som, porque você curte o esporte. Ok. Mas daí você gruda um adesivo de uma índia de olhos verdes na traseira do carro, coloca um CD do Black Eyed Peas estourando os auto-falantes e sai de casa com os vidros abertos curtindo muito seu som, seu carro e se achando o foda: você é um babaca irremediável.


8. Tatuagem, topetinho...
Falando em índia de olhos verdes, cuidado com tatuagens! Tatuar uma índia de olhos verdes nas costas NÃO DÁ. Tatuar o próprio nome também me soa um pouco ridículo: é muito egocentrismo ou muita falta de criatividade, né. E cuidado com os cabelos. Tem mulher que gosta de cabelo curtinho, tem mulher que gosta de cabelo comprido, tem mulher que gosta de cabelo cacheado, mas mulher NENHUMA gosta de cabelo com luzes, ainda mais se vier enfeitado com um topetinho.
*Que fique claro: há tatuagens que são um charme.


9. Ser somente o seu dinheiro

Você acha legal contar que pagou R$2 mil em um tênis, mesmo que ninguém tenha te perguntado? Acha que vai atrair atenção se mostrar a carteira cheia de grana e contar que gastou R$800 na última balada? Você é muito babaca. Tem mulher que curte dinheiro sim, mas curte também um homem que sabe administrar - e gastar bem - isso, não de deslumbrados.


10. Ser indeciso
Desde onde jantar até a hora de dizer eu te amo: homem - e não só eles, nós também - tem que saber o que quer. Às vezes tudo que nós queremos é alguém que tome as rédeas da situação, que mostre que está tudo bem, que traga segurança. Quer só sexo? Então não fale que ama. Quer namoro? Então não fique fingindo que não está nem aí. Não sabe o que quer? Então deixe isso bem claro: fica mais fácil pra todo mundo.



Viu? Simples: pode ser tudo, pode ser até ruim de cama, que a gente dá um jeito. Só não pode ser babaca. Até porque, se for babaca, mesmo sendo ruim de cama vai achar que é O FODÃO.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ai, delícia


Hoje eu quero falar daquela coisa que, se usada da forma correta, deixa qualquer moleque com cara de homem. Aquele detalhe gostoso que transforma a pegada meia-boca no puro tesão. Isso mesmo, senhoras e senhoras, falemos dela: a barba.

Penso que seja unanimidade entre as mulheres com mais de 25 anos: a barba desbanca qualquer rosto lisinho. Uma barba bem mal-feita é capaz de colocar no chinelo o mais belo dos rostinhos barbeados. Falo mais de 25 porque muitas mulheres demoram a descobrir o poder do homem barbado. Há, claro, aquelas que encontram a felicidade muito antes, é óbvio, essas danadas.

E os rapazes, coitados, todos eles que se matam em academias, gastam uma grana num carro legal, investem em roupas maneiras, todos esses deveriam saber que com muito menos se conquista muito mais. (Se bem que eu acredito que o poder da barba não é para qualquer um. A barba não é somente um amontoado de pelos sobre a face, é uma atitude, e daí vem muito do charme do barbado).

Mas vamos à fundo para esclarecer aos mancebos (e convencer àqueles que são aversos à penugem) a origem de tal fascínio.

A fórmula do encanto não é simples: advém de uma soma de fatores, acredito eu. Algumas gostam do ar de desleixo, daquela coisa meio “sou um vagabundo, mas sou um cara legal”, que a barba pode dar. Outras se encantam com o ar do machão, o homem rústico, oposto do metrosexual, aquele homem que mais do que pelas palavras, te faz desejá-lo pelo cheiro, pela mão grande e ossuda, pela voz grossa. O homem que é a pura testosterona.

As mais safadas se deliciam ao imaginar a sensação daqueles pelos roçando a nuca, o pescoço, as coxas...ui. E todas se encantam pelo desenho que a barba faz, ali, concentrada no queixo e se espalhando pelo contorno do maxilar, subindo pra perto da orelha, traçando direitinho o caminho que o boca vai percorrer.

Meninos, não se iludam: os comerciais de aparelhos de barbear só querem...vender aparelhos de barbear! E para isso vale qualquer mentira, inclusive a de que vocês irão atrair mais mulheres quando tiverem o rosto barbeado.

Ok. Não basta ter barba, tem que saber ter. Existem dois pontos bons para a barba. O mínino para ser gostosa é a famosa barba por fazer. O máximo - ponto limite entre o homem gostoso e o papai Noel - é quando os pelos pinicam ao primeiro toque, mas logo se dobram, causando uma sensação entre o incômodo e a maciez. (Aquele ponto que nos faz ter o primeiro impulso de empurrar pra longe - ai, machucou! – seguido da vontade de puxar pra bem perto: quero mais!). Ficou em dúvida? Titio George Clooney ensina, é só clicar nos links aí atrás.

Sim, sabemos que uma hora ela vai passar da medida, e daí vai ser preciso apará-la para chegar no ponto exato novamente. Faz parte. Segredinho: é uma delícia ver o rostinho recém-barbeado, sabendo que aquele é o início de um período de espera até que a tão admirada se recomponha.

Entenderam?

Então é isso, meninos. Vocês nos pedem que nos depilemos, que usemos mais saias, que saiamos nas ruas com maiores decotes. A nós, cabe somente um simples pedido: joguem a gilete fora, deixem a barba crescer.


*Tem mulher reclamando? Não liga. A barba é o radar: vai te trazer as mulheres mais gostosas, e repelir as mais nojentinhas.