Primeiro, leiam esse TEXTO.
O autor diz aquilo que eu acho que todo homem deveria saber: mulher gosta de sexo, e isso não quer dizer absolutamente nada sobre a moral delas.
***
Transar quando se tem vontade (na primeira noite, com o semidesconhecido, ou depois do 15° encontro, whatever) não quer dizer transar com qualquer um. E não, não estou querendo dar tapa com luvas de pelica, fazer uma média, pagar de "sou liberal, mas nem tanto". Fazendo isso, vou jogar no lixo todo o resto que defendo: a gente tem que dar quando tem vontade sim, e ninguém tem nada a ver com isso. Ponto.
O problema é que a gente sempre tem uma amiga que diz que "poxa, você vai ficar mal falada". A gente tem uma mãe que fala que menina tem que se comportar, um pai que diz que com esse tamanho de saia homem nenhum vai te valorizar, e, daí, dá um puta dum medo de ser a gente mesmo e ora, se minhas pernas são lindas, porque não usar essa saia? Se ele é legal, gentil, educado, e nossa, que tesão, por que não posso transar com ele? Por que mesmo? Porque tem aquela coisinha que pesa mais que consciência suja, a tal da "pressão social". Ô se pesa.
O texto lá de cima fala disso. Existem os valores fixados no passado que ainda atormentam o presente.
Mas daí a gente pensa bem. Por que, então, a gente que tem consciência daquilo que é (inteligente, honesta, amiga, batalhadora, fiel, leal) não passa por cima dessa tal da pressão social pra ser completamente feliz? Para ter os desejos realizados, e pra ser a gente mesmo: ser complexo, com inúmeras vontades, qualidade e defeitos que não se excluem?
Porque, de repente, vai aparecer um cara legal, com potencial para bom marido e bom pai, que quer uma mulher, como dizem, "pra casar", ele pode não querer nada sério comigo, e etc etc etc, e de repente aparece uma dessas meninas que se seguram como podem, que não dão de jeito nenhum, e ele vai preferir ficar com ela, porque homem não gosta de mulher "fácil".
Ou seja, o discurso machista ainda existe porque tem mulher que corrobora. Cada vez que a gente se faz de difícil só para parecer santa e cumprir um protocolo socialmente estabelecido e machistamente aplicado, e cada vez que a gente chama uma menina de vaca porque ela transou com alguém, a gente sabota um pouquinho da nossa liberdade.
Agora vamos pensar: que tipo de homem não gosta de mulher "fácil"? Um homem que acha que essa mulher, por ser "fácil", por fazer o que gosta, por ser bem-resolvida, vai traí-lo mais cedo ou mais tarde. Um homem inseguro? Pois é.
É, amiga, se ele não se garante, vai por mim: ele não é bom pra você. Não é porque eu transo quando tenho vontade que não sirvo pra ele. É porque ele pensa dessa forma que ele não serve pra mim.
Sabe aquele lance do "antes só do que mal acompanhada"? Então, a gente tem que perceber que a gente tá pronta pra encarar essa: ser feliz sozinha. Porque daí, quando isso acontecer, a gente vai poder falar não para os babacas que ainda querem dar pitaco no nosso comportamento, e ser feliz do lado de quem nos respeita: como ser complexo cheio de defeitos e qualidades que não se anulam por causa de uma minissaia ou de tesão bem resolvido.
Beyoncé já falou: we run this motha.
Pois é, gatas. Existe mulher que ainda não sabe o poder que tem.
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Me digas quando nasceste e te direi quem és...
"Quando eu era mais nova, adorava ler coisas sobre os astros. Não sobre a Britney Spears, mas sobre astrologia (o resto do meu tempo eu gastava lendo sobre os Backstreet Boys). E eu era extremista, dogmática. Por isso não reclamo quando um evangélico tenta me convencer que o sangue de Cristo tem poder. Eu falava horas e horas sobre a influência de Júpiter na nossa personalidade.
Hoje as coisas mudaram. Sou agnóstica - estou sempre em cima do muro – e não sou totalmente cega quando o assunto é astrologia. Isso acontece porque para a astrologia fazer sentido, há muitas contas e cálculos a serem feitos e hoje faço faculdade de humanas. Mas nada disso me impede ficar sempre com um pé atrás quando conheço um leonino ou um canceriano.
Acontece que esse post será diferente. Não irei falar sobre como um arietino gosta de tomar a iniciativa (sim, ariano é gente branca que Hitler gostava, arietino é quem nasceu sob o sol na casa um). Não. Irei falar sobre outra coisa. Quando você nasceu, não será o assunto dessa lista. Mas sim de quando seus pais te geraram.
Áries – Você foi gerado em julho. Ou seja, seus pais só estavam um dia tentando se aquecer, por isso você é assim, tão nervosinho. Ninguém achou que aquela noite fria iria dar tanto trabalho depois.
Touro – Agosto é conhecido como o mês do azar. E advinha o que aconteceu com os seus pais? Sua mãe ficou grávida. Assim, você vive teimando que não é um medalhão de má sorte ambulante.
Gêmeos – No mês das flores, do amor, do início da primavera seus pais olharam um para o outro e viram o quanto se amavam. Por isso você é tão alegrinho e bobo. Além de ser super mente aberta – leia-se meio viado. (Sim, sou geminiana).
Câncer – Oktober Fest, dia das crianças, feriado prolongado. Na realidade seus pais estavam bêbados sem saber o que estavam fazendo. Assim, você precisa acreditar que eles se amam, que não foi tudo conseqüência de um final de semana regado a cerveja na praia.
Leão - Você é tão mal humorado porque foi concebido no dia dos mortos. Nada mais a declarar. (sim, eu tenho medo de leoninos)
Virgem - Em pleno Natal, aqueles sem vergonha não respeitaram a ordem das festas e foram direto para a comemoração. Alguém na sua família tem que mostrar um mínimo de seriedade e sobriedade, certo?
Libra – Você é meio gay porque nasceu no mês das flores e foi gerado em pleno verão. Quer mais desculpa para ser todo fresco?
Escorpião - Com seu pai vestido de travesti e de batom, sua mãe toda colorida e maquiada de sainha curtinha numa festa open bar em pleno carnaval. Não é de surpreender que você seja meio assim, vingativo. Além de só pensar em sexo, claro.
Sagitário - E são as águas de março fechando o verão. Sem ter muito que se fazer, seus pais estavam em casa, molhadinhos. Se eu fosse você, também não gostaria de ficar muito em casa não.
Capricórnio – Páscoa. Sem comer carne, advinha o que seus pais (aqueles safadinhos) fizeram? Por isso você é assim, todo caladão. Vergonha, né?
Aquário – Realmente, numa família em que se comemora o dia das mães tentando fazer outra, as pessoas são assim, para frentex. E com esse amor louco dos seus pais, tem que se ater ao computador, à internet, a motor de carro...
Peixes – Quando alguém te zoar dizendo que você é meio romântico, meio avoado, meio gay, replique: você foi a conseqüência do dia mais romântico do ano: o dos namorados. Em pleno inverno, seu pai foi todo amoroso com a mamãe, levou chocolate, um vinho (para aquecê-la no inverno) e... É você é fruto de um amor capitalista. Mas não fique triste e pensativo, ok?
Gostaria de salientar que eu tenho amigos de todos os signos e amo muito todos eles. Mas isso é só uma brincadeira que veio na minha cabeça conversando com a Carol (escorpião e o carnaval) e o Vinho (sobre o porquê há muitas pessoas nascidas em setembro). Só isso.
ps: Escrevi pouca coisa sobre Leão pois terei medo das reações vindouras..."
Esse texto é da Deborah, e eu achei tão legal, e tava lá, perdido nos arquivos, que pedi para ressuscitá-lo aqui. (:
Hoje as coisas mudaram. Sou agnóstica - estou sempre em cima do muro – e não sou totalmente cega quando o assunto é astrologia. Isso acontece porque para a astrologia fazer sentido, há muitas contas e cálculos a serem feitos e hoje faço faculdade de humanas. Mas nada disso me impede ficar sempre com um pé atrás quando conheço um leonino ou um canceriano.
Acontece que esse post será diferente. Não irei falar sobre como um arietino gosta de tomar a iniciativa (sim, ariano é gente branca que Hitler gostava, arietino é quem nasceu sob o sol na casa um). Não. Irei falar sobre outra coisa. Quando você nasceu, não será o assunto dessa lista. Mas sim de quando seus pais te geraram.
Áries – Você foi gerado em julho. Ou seja, seus pais só estavam um dia tentando se aquecer, por isso você é assim, tão nervosinho. Ninguém achou que aquela noite fria iria dar tanto trabalho depois.
Touro – Agosto é conhecido como o mês do azar. E advinha o que aconteceu com os seus pais? Sua mãe ficou grávida. Assim, você vive teimando que não é um medalhão de má sorte ambulante.
Gêmeos – No mês das flores, do amor, do início da primavera seus pais olharam um para o outro e viram o quanto se amavam. Por isso você é tão alegrinho e bobo. Além de ser super mente aberta – leia-se meio viado. (Sim, sou geminiana).
Câncer – Oktober Fest, dia das crianças, feriado prolongado. Na realidade seus pais estavam bêbados sem saber o que estavam fazendo. Assim, você precisa acreditar que eles se amam, que não foi tudo conseqüência de um final de semana regado a cerveja na praia.
Leão - Você é tão mal humorado porque foi concebido no dia dos mortos. Nada mais a declarar. (sim, eu tenho medo de leoninos)
Virgem - Em pleno Natal, aqueles sem vergonha não respeitaram a ordem das festas e foram direto para a comemoração. Alguém na sua família tem que mostrar um mínimo de seriedade e sobriedade, certo?
Libra – Você é meio gay porque nasceu no mês das flores e foi gerado em pleno verão. Quer mais desculpa para ser todo fresco?
Escorpião - Com seu pai vestido de travesti e de batom, sua mãe toda colorida e maquiada de sainha curtinha numa festa open bar em pleno carnaval. Não é de surpreender que você seja meio assim, vingativo. Além de só pensar em sexo, claro.
Sagitário - E são as águas de março fechando o verão. Sem ter muito que se fazer, seus pais estavam em casa, molhadinhos. Se eu fosse você, também não gostaria de ficar muito em casa não.
Capricórnio – Páscoa. Sem comer carne, advinha o que seus pais (aqueles safadinhos) fizeram? Por isso você é assim, todo caladão. Vergonha, né?
Aquário – Realmente, numa família em que se comemora o dia das mães tentando fazer outra, as pessoas são assim, para frentex. E com esse amor louco dos seus pais, tem que se ater ao computador, à internet, a motor de carro...
Peixes – Quando alguém te zoar dizendo que você é meio romântico, meio avoado, meio gay, replique: você foi a conseqüência do dia mais romântico do ano: o dos namorados. Em pleno inverno, seu pai foi todo amoroso com a mamãe, levou chocolate, um vinho (para aquecê-la no inverno) e... É você é fruto de um amor capitalista. Mas não fique triste e pensativo, ok?
Gostaria de salientar que eu tenho amigos de todos os signos e amo muito todos eles. Mas isso é só uma brincadeira que veio na minha cabeça conversando com a Carol (escorpião e o carnaval) e o Vinho (sobre o porquê há muitas pessoas nascidas em setembro). Só isso.
ps: Escrevi pouca coisa sobre Leão pois terei medo das reações vindouras..."
Esse texto é da Deborah, e eu achei tão legal, e tava lá, perdido nos arquivos, que pedi para ressuscitá-lo aqui. (:
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
É, mas tem que surpreender...
Há tempos venho notando o quanto eu me apego a coisas muito sutis para me apaixonar, me encantar ou mesmo ficar com vontade de alguém. Essas tais pequenas coisas são as mesmas que despertam um desejo muito louco de ser amiga de uma pessoa: pode ser até o jeito descontraído que ela contou uma história triste. Mas é que não se torna amigo por pouco, mas é por muito pouco que às vezes nos envolvemos com as pessoas. Ele é bonito e inteligente, tudo bem, mas é aquela beleza e inteligência óbvias desde que você olhou pra ele. Ela é meio piradona, descontraída. Aham, mas é piradona e descontraída até demais, em horas impróprias. Eu gosto é de gente que é muita gente, gente que surpreende o tempo todo e que você não cansa de descobrir coisa nova. Faz um tempo que ninguém me surpreende, e eu confesso a vocês que nem mantenho minha expectativa assim tão alta. Às vezes, um comentário outro faz a gente se enganar e dizer: tai, esse é diferente. Mas nem é. Olho em volta de mim, quanta gente surpreendente eu conheço e que bom que são meus amigos. V. é tímida que dói, fica vermelha cada cinco minutos, mas com um bom papo você suga dela os comentários mais maliciosos possíveis, sem contar que, no fundo, é uma latinista que faz contas super bem. A. é retraído, meio gênio humanista que se isola do mundo, mas esconde dentro dele a pessoa mais solidária e generosa que eu conheço, capaz de ajudar qualquer pessoa, o tempo todo. E bebe, e nem filosofa tanto assim alcoolizado. C. é o tipo gostosa, quem a vê na mesa romana da academia não acredita que ela chega em casa e coloca os dedos pra funcionar no pc escrevendo as coisas mais legais que eu leio por aí. E o moço que ela conhece? Diz que joga basquete profissionalmente e sabe tudo de cinema. Quisera eu que as pessoas que eu conhecesse agora seguissem esse padrão, mas não. As pessoas andam sendo exatamente aquilo que elas aparentam ser, sem dubiedade, sem ambivalência, sem paradoxos. Sem surpresas. Não to falando que eu espero flores numa tarde chuvosa de trabalho, nem esses clichês conhecidos que a gente, no fundo, gosta e se surpreende. Eu to falando do moço antipático da festa, mas que cuidou de todas as suas amigas bêbadas. Do nerd que toma sempre um porre comigo, falando de American Pie. Do loucão que chora em comédia romântica e confessa que ama musicais. Do solteiro convicto capaz de fofuras, e de admitir que às vezes gosta (ainda que mais do que queria). Do engenheiro que te recomendou o melhor filme da sua vida. Do tipão que odeia vida acadêmica, mas adora poesia. Essas pessoas existem, mas parece que cada vez menos. Ainda mais na academia (não a de malhar, a intelectual mesmo) onde as pessoas assumem que são especialistas em uma área e não podem, portanto, perder a pose. Ou que são engenheiros e não podem fugir do esteriótipo e, quando acham que fogem, é porque fumam maconha e escutam Los Hermanos. Ser mais de um é mais que isso. E que mundo chato é esse que tem uma cara só e que nunca assusta a gente quando a gente vai mais fundo...
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Amor leviano
Você conhece uma pessoa interessante, vocês se beijam e se divertem. Trocam telefone e ela liga no dia seguinte. Saem juntos. Um dia, acabam dormindo juntos. No outro, passam a tarde no MSN falando sobre música e cinema.
Você começa a gostar do jeito dela e de certa forma deixa isso escapar: num sorriso ou sms carinhoso. Então, a pessoa legal, divertida, bonita e que combina tanto com você faz o que? Some.
Você liga, ela atende e dá uma desculpa para não te ver (dor de cabeça, os estudos, o trabalho, o aniversário do melhor amigo). Você, paciente e iludido, acredita e espera.
Pois é. A frase está pregada em salões de cabeleireiro, escritórios de advocacia, mural de facebook e Orkut e a gente não aprende: quem quer arruma um jeito; quem não quer, uma desculpa.
Se ela quisesse, iria te considerar uma boa opção para curar a dor de cabeça, o estresse do trabalho, iria deixar os estudos para mais tarde e te convidar para a festa do melhor amigo.
Difícil, mas quanto mais cedo a gente entende isso, melhor: as pessoas as vezes não nos querem para sempre.
Ok, todos temos o direito de amar e desamar, de gostar ou não, mas então porque ela dava pistas de que seria para sempre, ou pelo menos por um bom tempo? Por que sorriu de volta quando você sorriu? Por que fez carinho, mandou sms, pediu colo, dormiu junto e fez essas coisas todas que confundem a gente?
Simples: porque nós, todos nós, em porcentagens diferentes, somos um tanto carentes e outro tanto egoístas. E quando precisamos de carinho e atenção e aparece alguém que tem isso a oferecer e se encaixa nas nossas exigências, por que dizer não?
Mas daí chega uma hora que soa aquele alarme: isso está virando compromisso. E quem está pronto assume, mas quem não está, some. Pode rolar conversa sincera? Pode. Mas vai rolar? Nem sempre, porque somos imaturos, porque tendemos a escolher o caminho mais fácil e porque não temos certeza de que a outra pessoa está levando a sério a ponto de querer ouvir uma conversa sobre o fim de algo que mal começou.
Soa leviano? Meu bem, a vida é leviana. Impossível cobrar dos outros aquilo que temos a oferecer: as pessoas são diferentes.
Algumas pessoas estão dispostas a se entregar por tempo indeterminado, outras não.
O importante, então, é que seja por completo. Mesmo que dure uma noite.
Você começa a gostar do jeito dela e de certa forma deixa isso escapar: num sorriso ou sms carinhoso. Então, a pessoa legal, divertida, bonita e que combina tanto com você faz o que? Some.
Você liga, ela atende e dá uma desculpa para não te ver (dor de cabeça, os estudos, o trabalho, o aniversário do melhor amigo). Você, paciente e iludido, acredita e espera.
Pois é. A frase está pregada em salões de cabeleireiro, escritórios de advocacia, mural de facebook e Orkut e a gente não aprende: quem quer arruma um jeito; quem não quer, uma desculpa.
Se ela quisesse, iria te considerar uma boa opção para curar a dor de cabeça, o estresse do trabalho, iria deixar os estudos para mais tarde e te convidar para a festa do melhor amigo.
Difícil, mas quanto mais cedo a gente entende isso, melhor: as pessoas as vezes não nos querem para sempre.
Ok, todos temos o direito de amar e desamar, de gostar ou não, mas então porque ela dava pistas de que seria para sempre, ou pelo menos por um bom tempo? Por que sorriu de volta quando você sorriu? Por que fez carinho, mandou sms, pediu colo, dormiu junto e fez essas coisas todas que confundem a gente?
Simples: porque nós, todos nós, em porcentagens diferentes, somos um tanto carentes e outro tanto egoístas. E quando precisamos de carinho e atenção e aparece alguém que tem isso a oferecer e se encaixa nas nossas exigências, por que dizer não?
Mas daí chega uma hora que soa aquele alarme: isso está virando compromisso. E quem está pronto assume, mas quem não está, some. Pode rolar conversa sincera? Pode. Mas vai rolar? Nem sempre, porque somos imaturos, porque tendemos a escolher o caminho mais fácil e porque não temos certeza de que a outra pessoa está levando a sério a ponto de querer ouvir uma conversa sobre o fim de algo que mal começou.
Soa leviano? Meu bem, a vida é leviana. Impossível cobrar dos outros aquilo que temos a oferecer: as pessoas são diferentes.
Algumas pessoas estão dispostas a se entregar por tempo indeterminado, outras não.
O importante, então, é que seja por completo. Mesmo que dure uma noite.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Vai um sanduiche?
Todo mundo já viu e quem não viu ouviu falar do sanduiche de buceta. Isso mesmo. E se você se espantou com o nome só agora, provavelmente não entrou na internet hoje: está em todo lugar.
Eu vi e fui conversar sobre com a Amanda . Ela disse que acha que a menina é virgem. Eu falei que não deve ser virgem não, mas não manja nada de sexo. Nós duas concordamos que, na cabeça da moça do sanduiche, sexo é aquilo que acontece em filme pornô. Lembrei então dessa matéria da revista Tpm exatamente sobre isso: o cinema pornô e o sexo na vida real. Vale ler.
Que fique claro aqui: sexo é subjetivo. Cada um gosta de um jeito, e o aprendizado é eterno: há sempre algo novo a se descobrir. Mas, baseado nas conversas de menina e nas experiências pessoais, eu digo: mulher - a maioria delas - gosta de sentir e perceber, mais do que ouvir clara e tecnicamente.
Não é regra mas é fato: tem homem (e mulher também, vejam só) achando que sexo é igual acontece nos filmes. E isso tem atrapalhado o desempenho dos bonitões, e broxado muita moça por aí.
E das fantasias e manias que eles roubam da telinha, para mim não existe pior do que a do ‘narrador de foda’. ‘Isso gostosa, me chupa. Vai, cavalga. Isso. Tá gostando, tá? Então vem cá sua putinha’. Meninos: por favor. Tem coisas que não precisam de verbalização, e pra mim o sexo é uma delas. É a hora de deixar o corpo falar. Se escapar uma palavra, vai ser espontâneo e gostoso, mas “rebola pra mim sua vadia” é de fazer muita mulher querer pular da cama e pôr a roupa na hora. Bom mesmo é quem sabe a hora de agir: são esses que convencem qualquer mulher a rebolar sem precisar dizer um “a”. Os que deixam um corpo conduzir o outro – e que libertam seus instintos com o cérebro quase desligados do léxico convencional – esse sim roubam a cena. Tem horas que um tapa vale mais do que mil palavras.
(E tem coisas que palavra alguma explica. Por exemplo: sanduiche de buceta. Durmam com isso).
Eu vi e fui conversar sobre com a Amanda . Ela disse que acha que a menina é virgem. Eu falei que não deve ser virgem não, mas não manja nada de sexo. Nós duas concordamos que, na cabeça da moça do sanduiche, sexo é aquilo que acontece em filme pornô. Lembrei então dessa matéria da revista Tpm exatamente sobre isso: o cinema pornô e o sexo na vida real. Vale ler.
Que fique claro aqui: sexo é subjetivo. Cada um gosta de um jeito, e o aprendizado é eterno: há sempre algo novo a se descobrir. Mas, baseado nas conversas de menina e nas experiências pessoais, eu digo: mulher - a maioria delas - gosta de sentir e perceber, mais do que ouvir clara e tecnicamente.
Não é regra mas é fato: tem homem (e mulher também, vejam só) achando que sexo é igual acontece nos filmes. E isso tem atrapalhado o desempenho dos bonitões, e broxado muita moça por aí.
E das fantasias e manias que eles roubam da telinha, para mim não existe pior do que a do ‘narrador de foda’. ‘Isso gostosa, me chupa. Vai, cavalga. Isso. Tá gostando, tá? Então vem cá sua putinha’. Meninos: por favor. Tem coisas que não precisam de verbalização, e pra mim o sexo é uma delas. É a hora de deixar o corpo falar. Se escapar uma palavra, vai ser espontâneo e gostoso, mas “rebola pra mim sua vadia” é de fazer muita mulher querer pular da cama e pôr a roupa na hora. Bom mesmo é quem sabe a hora de agir: são esses que convencem qualquer mulher a rebolar sem precisar dizer um “a”. Os que deixam um corpo conduzir o outro – e que libertam seus instintos com o cérebro quase desligados do léxico convencional – esse sim roubam a cena. Tem horas que um tapa vale mais do que mil palavras.
(E tem coisas que palavra alguma explica. Por exemplo: sanduiche de buceta. Durmam com isso).
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
pago pra ver
Quando, meses atrás, entrevistei Henry para uma matéria sobre a vida secreta dos garotos de programa, ele disse que atende apenas mulheres e casais – homens nunca - e que ganha bem para isso.
Depois da entrevista, ao contar isso para amigos, muitos duvidaram. “Mulher não precisa pagar para ter sexo”, diziam.
O primeiro pensamento que vem a nossa mente é esse: mulher não precisa pagar, sempre tem alguém querendo comer. Pode ser, mas quem disse que é para qualquer um que queremos dar? Para nós, pode ser fácil conseguir sexo a qualquer hora, mas como ficam os desejos, as fantasias, a vontade: “quero com ele, não com você”? Escolhas. Vontades. Isso existe e é parte fundamental do ato sexual.
Mulher paga, sim. O que a gente esquece – ou deixa de reparar, ou prefere fingir que não sabe – é que quando se fala de sexo pago o que está em jogo não é o sexo: é o poder e a realização.
Quando você paga para transar está pagando para transar do jeito que você quer. E se o jeito que você quer for estranho, o outro – o que está recebendo a grana – não tem o direito de reclamar ou de lhe taxar de louco: ele está ali para isso. No dia seguinte, ele pode lhe encontrar no supermercado e fingir que nunca te viu, sem neuras. Acontece também com os homens.
Fosse sexo por sexo, as garotas de programa, prostitutas e putas estariam fadadas ao fracasso. Já faz tempo que as mulheres se libertaram do tabu do “sexo só depois do casamento”: elas transam quando querem. Ainda assim, os homens pagam. E a Bruna Surfistinha, no livro “O Doce Veneno do Escorpião”, revela: muitos deles pagam para realizar fantasias que jamais pediriam para suas esposas, namoradas, amantes.
Sexo por sexo a gente encontra na rua, numa festa, na agenda do telefone. Realização, nem sempre.
Sobre os casais, Henry disse que são em geral de meia idade e financeiramente bem sucedidos. O pedido é sempre o mesmo: o marido quer ver sua mulher na cama com outro homem. Enquanto Henry entra em ação, o cliente senta na poltrona ao lado e assiste. Alguns filmam ou fotografam – o que encarece o programa. Ryan, o outro garoto de programa com quem conversei, confirmou: quando recebe chamada de um casal, sabe que vai rolar sexo só com a mulher; o marido é espectador.
Compreensível que chamem os garotos para isso. Que empresário, médico ou advogado bem sucedido convidaria um amigo ou conhecido para dar umazinha com sua mulher? Evoluimos muito, mas sexo ainda tem seus tabus. E é para cobrir essas lacunas, nas quais nossa moral não permite a entrada de qualquer um, que existem esses garotos e garotas. Pelo bem da nossa convivência social nos corredores da firma.
*O rapaz da foto é o Henry, que foi clicado pela fotógrafa Juliana Lobato.
Quer ler a matéria? Só clicar aqui.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Coisas que quebram a cara de qualquer mulher
A ex dele, além de bonita e talentosa, é super gente boa.
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