Primeiro, leiam esse TEXTO.
O autor diz aquilo que eu acho que todo homem deveria saber: mulher gosta de sexo, e isso não quer dizer absolutamente nada sobre a moral delas.
***
Transar quando se tem vontade (na primeira noite, com o semidesconhecido, ou depois do 15° encontro, whatever) não quer dizer transar com qualquer um. E não, não estou querendo dar tapa com luvas de pelica, fazer uma média, pagar de "sou liberal, mas nem tanto". Fazendo isso, vou jogar no lixo todo o resto que defendo: a gente tem que dar quando tem vontade sim, e ninguém tem nada a ver com isso. Ponto.
O problema é que a gente sempre tem uma amiga que diz que "poxa, você vai ficar mal falada". A gente tem uma mãe que fala que menina tem que se comportar, um pai que diz que com esse tamanho de saia homem nenhum vai te valorizar, e, daí, dá um puta dum medo de ser a gente mesmo e ora, se minhas pernas são lindas, porque não usar essa saia? Se ele é legal, gentil, educado, e nossa, que tesão, por que não posso transar com ele? Por que mesmo? Porque tem aquela coisinha que pesa mais que consciência suja, a tal da "pressão social". Ô se pesa.
O texto lá de cima fala disso. Existem os valores fixados no passado que ainda atormentam o presente.
Mas daí a gente pensa bem. Por que, então, a gente que tem consciência daquilo que é (inteligente, honesta, amiga, batalhadora, fiel, leal) não passa por cima dessa tal da pressão social pra ser completamente feliz? Para ter os desejos realizados, e pra ser a gente mesmo: ser complexo, com inúmeras vontades, qualidade e defeitos que não se excluem?
Porque, de repente, vai aparecer um cara legal, com potencial para bom marido e bom pai, que quer uma mulher, como dizem, "pra casar", ele pode não querer nada sério comigo, e etc etc etc, e de repente aparece uma dessas meninas que se seguram como podem, que não dão de jeito nenhum, e ele vai preferir ficar com ela, porque homem não gosta de mulher "fácil".
Ou seja, o discurso machista ainda existe porque tem mulher que corrobora. Cada vez que a gente se faz de difícil só para parecer santa e cumprir um protocolo socialmente estabelecido e machistamente aplicado, e cada vez que a gente chama uma menina de vaca porque ela transou com alguém, a gente sabota um pouquinho da nossa liberdade.
Agora vamos pensar: que tipo de homem não gosta de mulher "fácil"? Um homem que acha que essa mulher, por ser "fácil", por fazer o que gosta, por ser bem-resolvida, vai traí-lo mais cedo ou mais tarde. Um homem inseguro? Pois é.
É, amiga, se ele não se garante, vai por mim: ele não é bom pra você. Não é porque eu transo quando tenho vontade que não sirvo pra ele. É porque ele pensa dessa forma que ele não serve pra mim.
Sabe aquele lance do "antes só do que mal acompanhada"? Então, a gente tem que perceber que a gente tá pronta pra encarar essa: ser feliz sozinha. Porque daí, quando isso acontecer, a gente vai poder falar não para os babacas que ainda querem dar pitaco no nosso comportamento, e ser feliz do lado de quem nos respeita: como ser complexo cheio de defeitos e qualidades que não se anulam por causa de uma minissaia ou de tesão bem resolvido.
Beyoncé já falou: we run this motha.
Pois é, gatas. Existe mulher que ainda não sabe o poder que tem.
Mostrando postagens com marcador sexo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sexo. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Nem que caia, nem que esvaia
Um querido leitor anônimo sugeriu: "vocês poderiam fazer uma enquete, ou simplesmente responder: o que é pior na hora H, o rapaz brochar ou ejacular precocemente?". Hm. Assunto interessante, que nos coloca em saias justas, nos garante risadas e também - por que não? - cumplicidade com o rapaz. Então juntamos a mulherada e mandamos a pergunta "O que é pior: broxada ou ejaculação precoce?" e olha só:
Então, lindinhos, sacaram, né? A maioria delas - pelos menos essas daqui - não suportam a broxada. É difícil lidar, é chato, mexe com a auto-estima e o pior: sabemos que vocês também ficam numa bad, meio assim, sem reação, e isso gera um climinha bem desagradável se a intimidade não é suficiente para contornar a situação. Mas acontece, já aconteceu, vai acontecer. E se faltou clima para rir na hora, vamos rir aqui com o gracinha do Luís Fernando Veríssimo, que dá uma boa de uma sugestão para dar jeito na broxada, além de aliviar o lado de vocês com muito bom-humor, olhaí:
Fazendo esse post, surgiram as dúvidas: é broxada ou brochada? E qual o termo divertido para ejaculação precoce? Juro que fiquei confusa.
E sim, o título genial foi ideia da Rosa. (:
É pior a ejaculação precoce, porque broxar é uma coisa que não significa que a pessoa é de fato ruim, depende de inúmeros fatores, trabalho, cansaço, sabe. A ejaculação precoce, ah. O cara é babaca.
Nunca nenhum cara broxou comigo [sério], então não sei como seria. Imaginando, acho que ejaculação precoce, porque a coisa já começou e acaba antes de terminar!
Broxada. Porque se o cara broxa você nem consegue começar nada... fica aquele climão... tem que arrumar outra coisa pra fazer. Se ele tem uma ejaculação precoce pelo menos começou... você pode dar outro jeito de acabar... falar pra ele tentar de novo, não sei.
Acho que broxar é infinitamente pior. Antes metade do que nada!
Alguns caras quando são precoce são uma benção, né? Porque às vezes o cara é tão ruim, mas tão ruim que tudo o que você quer é que acabe logo. Mas o broxa, não tem jeito. É ruim, é desagradável, parece que a culpada é você por não ter um corpo de modelo, por não ter um cabelo maravilhoso (será que estou muito gorda? será que estou com bafo?) ou por sei lá, ser você mesma. Mas o mais importante é: a gente não sabe como reagir, como se comportar. Quando o cara broxa fica a impressão que a culpada é mesmo a mulher. Já o precoce, não. Ele é o culpado da situação e, ainda bem que foi rápido, né? Porque você nunca mais irá falar com ele! Mas quando o cara é broxa sentimos... pena.
Acho que broxar, porque você não perde a melhor parte, por nem ter começado... Por mais que também seja frustrante!
Acho que broxar é pior que ejaculação precoce. Sei lá, quando o cara broxa (por mais que não tenha exatamente a ver com a menina, ou por mais que ele diga isso) a menina fica com uma impressão (mínima, que for) de que o problema é com ela, que não rola tesão, ou qualquer coisa do tipo. E, depois de broxar, acho que o cara deve ficar sob tensão e se sentir meio na obrigação de conseguir da próxima - o que pode tornar a próxima vez muito menos natural e bacana. Quando o problema é ejaculação precoce, acho que a próxima vez não é tão tensa e o cara pode compensar mais facilmente depois...
Ejaculação precoce é pior, é estragar totalmente a brincadeira. Na broxada você cria até uma simpatia, é uma coisa que pode acontecer e defitivamente o cara estará se sentindo pior do que você.
Eu não acho que a questão seja broxar ou colocougozoucabou, mas como o cara reage diante disso e como ele garante a segunda parte. Afinal, se a segunda valer por duas, a gente perdoa a primeira péssima impressão.
Eu prefiro que goze rápido: pelo menos eu vou achar que sou muito muito muito gostosa e não broxante.
Sem dúvida, uma broxada é bem pior. Porque antes brincar um pouquinho do que nem começar a brincadeira, não é? Se a rapidinha é muito rápida e não dá tempo pra você, há sempre a possibilidade de continuar sozinha e o cara ainda se animar para um segundo round e terminar o serviço com você, aí, vira quase que um sexo tântrico, rsrs. Tá, mas tudo bem que em certos casos não dá pra contar com essa sorte. Mas você pode ainda guardar a energia para a próxima. Sei lá. A broxada é frustrante demais e ainda, para algumas pessoas, tem aquela parte de TER de consolar o homem. Aff. Horrível.
BROXADA, sem dúvidas...
Acho terrível quando o cara acaba muito rápido. Sei lidar com a broxada e sei que, se tiver tempo, dá pra tentar de novo dali uns minutos. Mas a rapidinha não! É frustrante, por mais que tenha suas explicações. Fica aquela sensação de que ele só estava pensando nele, por mais que não seja bem assim.
Bem, aqui vai minha difícil resposta, porque né: acho pior a broxada, porque mesmo que o rapazinho tenha sido rápido demais, seu tesão ainda tá lá e você ainda quer "ser feliz" também. Já na broxada...no meu caso broxo junto total.
Na minha opinião é broxada, mas isso deixa explícito um certo grau machista em mim, eu acho, porque mostra que eu prefiro fazer sexo sem qualidade do que não fazer...mostra que eu me satisfaço com o cara se satisfazendo. Na verdade, a diferença é que na broxada você se sente feia as vezes, mas não deve porque é o cara que tava sem cabeça pra aquilo. Ele te escolheu, te chamou pra aquilo, ou seja, não é porque você é feia, é porque ele na hora pensou em algo que fez ele mudar a motivação. Mas se ele broxa ninguém faz sexo, e se ele ejacula precocemente, só ele faz sexo. De qualquer forma a mulher não tá satisfeita.
Então, lindinhos, sacaram, né? A maioria delas - pelos menos essas daqui - não suportam a broxada. É difícil lidar, é chato, mexe com a auto-estima e o pior: sabemos que vocês também ficam numa bad, meio assim, sem reação, e isso gera um climinha bem desagradável se a intimidade não é suficiente para contornar a situação. Mas acontece, já aconteceu, vai acontecer. E se faltou clima para rir na hora, vamos rir aqui com o gracinha do Luís Fernando Veríssimo, que dá uma boa de uma sugestão para dar jeito na broxada, além de aliviar o lado de vocês com muito bom-humor, olhaí:
Negar fogo é humano. Antes de pensar em atirar-se pela janela, examine a situação. Certifique-se de que não existe uma causa psicossomática para o seu fracasso, como a política econômica do governo ou o fato de a sua mulher ou namorada ter aderido ao halterofilismo. Pode não ser culpa sua, ou do seu tecido eréctil. Lembre-se de que existem várias situações em que negar fogo não só é aceitável como até recomendável. Eis algumas:
* Vocês namoram há pouco tempo. É a primeira vez que vão para a cama. Você acaba de tirar a calcinha dela. Descobre que ela tem “Wando” tatuado numa nádega.
* Ela convidou você para o seu apartamento e o recebe completamente nua mas com um quepe da Gestapo na cabeça e uma coqueleteira de metal numa mão. Depois você descobre que não é uma coqueleteira, é um triturador portátil.
* Você introduziu sua mão sob a blusa dela e sente o mamilo quente crescer contra sua palma. Ela beija seu pescoço, depois lambe atrás da sua orelha, finalmente encosta os lábios úmidos na sua orelha e diz:
- Gostas do Paulo Coelho?
* A porta do quarto se abre e uma senhora gorda de chambre entra arrastando os chinelos e diz:
- Não parem, não parem, eu só vim pegar uma lixa no banheiro.
* Quando chega ao orgasmo, ela começa a bater nos seus rins com os calcanhares e a gritar os nomes dos faraós do Antigo Egito.
* Vocês decidiram transar num lugar diferente: na praia, sob as estrelas. Tiraram toda a roupa, correram pela beira do mar de mãos dadas sentindo a brisa salgada no corpo todo. Agora rolam às gargalhadas pela areia até caírem numa trincheira cheia de soldados camuflados e serem informados de que estão no meio de manobra militar, e é para não fazerem barulho senão vão denunciar sua posição ao inimigo, que observa tudo o que se passa na praia com binóculos infravermelhos.
Às vezes negar fogo tem as mesmas causas do motor afogado. Do motor que não funciona não por falta de combustível, mas por excesso. Isto é: você está tão a fim, tão a fim que não consegue. É um motivo perfeitamente respeitável que não deve afligir ninguém, embora seja o mais frustrante. Sua causa é o perfeccionismo. Você finalmente vai fazer amor com a mulher dos seus sonhos. Um ideal que você persegue há anos, ou alguma beldade famosa que por umas horas dessas dádivas da providência cruzou olhar com o seu e disse com o olhar que sim. E agora você está prestes a possuí-la. Tudo tem que ser perfeito. Esta é a transa com que você se consolará nos anos do seu declínio, quando sua única zona erógena será sua memória. É a transa que você contará para os netos.
A mulher dos seus sonhos já está na cama. A cama é perfeita. A iluminação é perfeita. A temperatura é perfeita. A umidade relativa do ar, os índices médios da bolsa, a colocação do Botafogo no campeonato, tudo. Só falta uma coisa. Seu tecido eréctil está fazendo que não é com ele.
A mulher da cama pergunta por que você está assoviando. Você diz que é de contente. Ela pergunta por que você não vai para a cama. Você diz “você notou a vista daqui?”, e dirige-se para a janela. Você se atira pela janela, para ganhar tempo.
Fazendo esse post, surgiram as dúvidas: é broxada ou brochada? E qual o termo divertido para ejaculação precoce? Juro que fiquei confusa.
E sim, o título genial foi ideia da Rosa. (:
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Vai um sanduiche?
Todo mundo já viu e quem não viu ouviu falar do sanduiche de buceta. Isso mesmo. E se você se espantou com o nome só agora, provavelmente não entrou na internet hoje: está em todo lugar.
Eu vi e fui conversar sobre com a Amanda . Ela disse que acha que a menina é virgem. Eu falei que não deve ser virgem não, mas não manja nada de sexo. Nós duas concordamos que, na cabeça da moça do sanduiche, sexo é aquilo que acontece em filme pornô. Lembrei então dessa matéria da revista Tpm exatamente sobre isso: o cinema pornô e o sexo na vida real. Vale ler.
Que fique claro aqui: sexo é subjetivo. Cada um gosta de um jeito, e o aprendizado é eterno: há sempre algo novo a se descobrir. Mas, baseado nas conversas de menina e nas experiências pessoais, eu digo: mulher - a maioria delas - gosta de sentir e perceber, mais do que ouvir clara e tecnicamente.
Não é regra mas é fato: tem homem (e mulher também, vejam só) achando que sexo é igual acontece nos filmes. E isso tem atrapalhado o desempenho dos bonitões, e broxado muita moça por aí.
E das fantasias e manias que eles roubam da telinha, para mim não existe pior do que a do ‘narrador de foda’. ‘Isso gostosa, me chupa. Vai, cavalga. Isso. Tá gostando, tá? Então vem cá sua putinha’. Meninos: por favor. Tem coisas que não precisam de verbalização, e pra mim o sexo é uma delas. É a hora de deixar o corpo falar. Se escapar uma palavra, vai ser espontâneo e gostoso, mas “rebola pra mim sua vadia” é de fazer muita mulher querer pular da cama e pôr a roupa na hora. Bom mesmo é quem sabe a hora de agir: são esses que convencem qualquer mulher a rebolar sem precisar dizer um “a”. Os que deixam um corpo conduzir o outro – e que libertam seus instintos com o cérebro quase desligados do léxico convencional – esse sim roubam a cena. Tem horas que um tapa vale mais do que mil palavras.
(E tem coisas que palavra alguma explica. Por exemplo: sanduiche de buceta. Durmam com isso).
Eu vi e fui conversar sobre com a Amanda . Ela disse que acha que a menina é virgem. Eu falei que não deve ser virgem não, mas não manja nada de sexo. Nós duas concordamos que, na cabeça da moça do sanduiche, sexo é aquilo que acontece em filme pornô. Lembrei então dessa matéria da revista Tpm exatamente sobre isso: o cinema pornô e o sexo na vida real. Vale ler.
Que fique claro aqui: sexo é subjetivo. Cada um gosta de um jeito, e o aprendizado é eterno: há sempre algo novo a se descobrir. Mas, baseado nas conversas de menina e nas experiências pessoais, eu digo: mulher - a maioria delas - gosta de sentir e perceber, mais do que ouvir clara e tecnicamente.
Não é regra mas é fato: tem homem (e mulher também, vejam só) achando que sexo é igual acontece nos filmes. E isso tem atrapalhado o desempenho dos bonitões, e broxado muita moça por aí.
E das fantasias e manias que eles roubam da telinha, para mim não existe pior do que a do ‘narrador de foda’. ‘Isso gostosa, me chupa. Vai, cavalga. Isso. Tá gostando, tá? Então vem cá sua putinha’. Meninos: por favor. Tem coisas que não precisam de verbalização, e pra mim o sexo é uma delas. É a hora de deixar o corpo falar. Se escapar uma palavra, vai ser espontâneo e gostoso, mas “rebola pra mim sua vadia” é de fazer muita mulher querer pular da cama e pôr a roupa na hora. Bom mesmo é quem sabe a hora de agir: são esses que convencem qualquer mulher a rebolar sem precisar dizer um “a”. Os que deixam um corpo conduzir o outro – e que libertam seus instintos com o cérebro quase desligados do léxico convencional – esse sim roubam a cena. Tem horas que um tapa vale mais do que mil palavras.
(E tem coisas que palavra alguma explica. Por exemplo: sanduiche de buceta. Durmam com isso).
domingo, 3 de julho de 2011
olha pra mim

Das tantas vontades e taras sexuais, tenho certeza que o exibicionismo e o voyeurismo são as mais comuns. Todo mundo quer ver o que o outro faz entre quatro paredes. Porque é excitante, porque nos faz sentir mais normais, porque nos dá novas idéias, porque inspira.
E alguns - aqui não arrisco dizer o porquê - querem também ser vistos.
Ocorreram-me nessa vida duas chances de passar por experiência em que eu poderia ver e ser vista – ou quase isso. Não necessariamente enquanto fazia sexo, embora eu pudesse fazer, caso quisesse. A chance de ser vista sempre existe, mas falo aqui de situações propositais.
Na primeira vez, perdi o foco e não me dei conta de toda a situação. Foquei em mim e em quem estava comigo e preferimos sair de cena.
Na segunda vez misturamos propositalmente inocência e curiosidade e demos um jeito de não saber o que nos esperava, já tendo certeza de como aquilo poderia terminar.
Eu estava em uma dessas casas noturnas que têm dark room, aquele lugar escuro onde as pessoas entram e deixam o pudor do lado de fora. E como eu tinha uma boa companhia, e umas duas doses de vodka, achei que poderia ser bom. Ele aceitou a proposta.
O dark room em questão tem forma de labirinto. Há várias salas onde é possível conseguir uma certa privacidade, limitada pelas portas sem tranca e pelos buracos na parede.
A idéia inicial era ficar em um cantinho, nós dois. E assim foi até que, enquanto uma das mãos dele estava na minha nuca e a outra na minha cintura, havia uma terceira mão na minha coxa. E uma mão que não era minha na cintura dele.
O primeiro reflexo foi desviar de tudo. Só o primeiro. Depois, o que acontecia entre nós dois ficou tão interessante que as coisas externas - as mãos, os olhares - viraram apenas um detalhe divertido. E quem quisesse ver, que visse. E quem quisesse tocar, que tocasse. Era como se, estando naquele jogo, fosse falta de respeito privar terceiros e quartos de uma coisa tão boa.
O jogo parou antes do fim. As luzes se acenderam e nós rimos.
E eu descobri que estou mais para exibicionista do que para voyeur. Gosto de ser vista, ainda que seja no escuro, ainda que eu não veja o rosto de quem me observa.
Assinar:
Postagens (Atom)