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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O que fazes?

Pra quem desce ladeira de salto agulha, estuda física quântica e chora no chuveiro.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Até tu, Chico

Posso apostar meus culhões que qualquer uma de vocês dá ao menos um suspiro e três vivas ao ouvir aquele garotão meia idade popularmente conhecido como Chico Buarque.
Agora saibam vocês que o mesmo garotão meia idade, nas palavras de Caetano Veloso, disse naqueles tempos áureos: "Maria Bethânia a gente obedece, não discute". O discurso completo é do Filme Outros Doces Bárbaros (2002), mas o negócio é que se até Chico Buarque é intimidado por Maria Bethânia nós, mulheres contemporâneas, devemos ao menos ouvir o que ela tem a dizer.




Sacaram?

Maria Bethânia é uma baiana nascida em 1946 e teve seu nome escolhido por seu irmão, Caetano Veloso, inspirado pela valsa interpretada por Nelson Gonçalves, Capiba.
A arte já nascia antes mesmo da menina que se tornaria a maior intérprete brasileira a partir da década de 60 quando mudou-se para Salvador e, ao lado de Caetano, iniciou suas participações em teatros e musicais.
Alguns críticos da velha época afirmavam que Bethânia não era capaz de compor suas próprias canções tendo em suas interpretações sempre distintas autorias musicais. Ora, minha gente, tendo amigos como Caetano, Gilberto Gil e Chico Buarque quem é que se atreve a compor?


Sou sim, mas sou Bethânia

Se em 2011 a vida das desamélias não é tão fácil assim, imaginem na década de 70. A conversa que rola nos bastidores da história da música é a seguinte:
No palco, Bethânia interpretava uma de suas canções diante de um público excitado. Deveria estar vestindo algo como calças largas brancas ou coloridas, blusa realçando a silhueta magra e definitivamente sem sutiãs. O fato que se tornou bordão entre uns e outros ocorreu quando um rapaz do público gritou ao final de uma canção: SAPATÃO!
Eu não sei vocês, mas Maria Bethânia voltou-se ao microfone disparando: Sou sim, mas sou Bethânia, e você, quem é?
Ousadia pouca é bobagem!


Chico Buarque pode até se intimidar com a baiana, mas voltem lá aos 3:35 e vejam Bethânia se rendendo ao garotão dos olhos azuis caindo no samba.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Delícia de liquidificador



Quando o assunto é cozinha visto o salto de amélia e requebro com a colher de pau. Mentira, mas a minha mãe, que não é desamélia por uma questão de época, tem algumas cartas gastronômicas na manga e eu vou testando daqui, recheando dali...
A receita da noite de ontem foi a Torta de Madame. A criatividade infame do nome é de total criação minha, absolvam as ofensas à minha mãe.

Antes de colocar o avental dá o play nesse funk com letra e adaptação de duas mulheres de cama, mesa, cozinha e harmonia: Leci Brandão e Mariana Aydar, respectivamen
te.
Mas os meninos também podem colocar o avental, viu? Essa receita é coisa rápida e fácil, dá pra convidar alguma desamélia para tomar aquele vinho e zás...


Torta de Madame

Ingredientes (massa)

2 ovos
1 xíc. (chá) de óleo
1 xíc. (chá) de leite
1 pitada de sal
10 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Ingredientes (recheio)

1 vidro de palmito
1/2 cebola picada
2 tomates picados
Azeitona picada (a gosto)
200 gramas de queijo
3 colheres (rasas) de requeijão
5 colheres (sopa) de massa de tomate
Salsinha picada (a gosto)
Sal (a gosto)
1 pitada de orégano

Como em toda boa receita, o recheio neste caso também pode entrar numas de criatividade. Dos simples atum e sardinha (final de mês a gente sabe como é) aos mais sofisticados camarão e carne seca com tomate seco. O lance é acertar a mão na massa e no tempero do recheio com as combinações certas.

Mão no recheio

O preparo do recheio segue as regras básicas do bom refogado. Fritar a cebola (até dourar) colocando em seguida o palmito, o tomate, sal e os temperos. Há quem não goste de usar ervas desidratadas como tempero, mas eu sempre aposto num orégano ou manjericão. Uma pitada de coloral também é um truque.
Deixe o refogado tampado em fogo médio por aproximadamente 5 minutos.
Coloque a azeitona e a salsinha picada seguidos da massa de tomate.
Deixar em fogo baixo até o molho fervilhar (aproximadamente 5 minutos).
Acrescente o requeijão com o refogado pronto e misture.

O queijo será usado apenas na montagem da torta.

Uma dica esperta é colocar uma pitada de açúcar após o tomate. Não altera o sabor do recheio e tira a acidez do tomate.


Mão na massa

A massa originalmente materna é batida na batedeira, mas como estamos na pós-modernidade e batedeira ficou no armário das amélias nós podemos usar o liquidificador mesmo. Embora a batedeira faça o milagre dos deuses na massa, o liquidificador cai muito bem.

Bata os ovos junto ao óleo até que formem uma mistura homogênea. Em seguida misturar o leite, o sal e a farinha. Bater de 5 a 10 minutos.
Acrescentar o fermento com o liquidificador desligado e misturar apenas com a colher.

Mão na forma

Cobrir com uma camada fina da massa o fundo de uma assadeira média. Depois coloque todo o recheio espalhando com cautela para que não misture com a massa. Cubra o refogado com fatias de queijo.
Para cobrir com a massa restante utilize uma colher e vá espalhando para que o recheio fique todo coberto.

Aqueça o forno previamente e deixe assar em fogo médio entre 25 e 40 minutos (até dourar a massa).

Rápido e fácil, não? Nos enviem os comentários no desamelias.gmail.com contando se aprovaram a receita que trago outras delicinhas aqui pra vocês.







sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Diz aí, Alceu

É papelzinho na cabeça de um, é amigo de partido comprando a briga, e assim vai seguindo a Campanha Política 2010. Campanha publicitária é o termo mais apropriado, já que as discussões políticas não se configuram em lugar algum: propaganda, comício, discurso.
Política é um bicho de sete cabeças e alguns milhões de bolsos e me arrisco dizer ser o maior problema da criação humana. Aí vem o coleguinha do trabalho, da faculdade, da balada e diz que: veja bem, política não se discute.
Política deve ser pensada, observada e sim: DISCUTIDA! E é meu amigo de outros tempos Alceu quem vai dar um recadinho esperto.


FM Rebeldia está no disco Andar, Andar de 1990

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Novos Baianos só para baixinhos

Você vê essa tribo colorida cantando versos melodramáticos de amores com rimas pobres e fica imaginando: que diabos de música meus filhos vão ouvir?
Então senta que lá vem história e com ela uma boa dica para você, desamélia moderninha que vira e mexe se pega pensando na maternidade escolhendo nomes para um futuro (ainda que distante) bebê.

Num reino não muito distante, mais precisamente num sítio no Rio de Janeiro, por volta de 1971, viviam alguns malucos chamados de Novos Baianos que entre uma loucura e outra se jogavam no pandeiro.
Reza a lenda que numa bela tarde de sol João Gilberto juntou-se aos baianos no reino encantado levando consigo sua filha de 3 anos, Bebel Gilberto. Entre um samba daqui, uma bossa acolá, Bebel entrou na dança e como equilíbrio é uma coisa que criança e artista não têm Bebel caiu.
Um tombo de nada, coisa pouca, mas papai Gilberto, Moraes Moreira e toda a trupe foi conferir o chororô de Bebel.
Bebel, então, já indicando que todo reino tem uma princesinha, disse tranquilizando a turma: acabou chorare, papai!





A lenda do reino pode não ser verdade, mas Acabou Chorare deu nome ao álbum de 1972 dos Novos Baianos, considerado pela Rolling Stone o melhor disco brasileiro de todos os tempos.
Vamos deixar a Xuxa para nossa infância e ouvir Novos Baianos na vitrola moderna com nossos futuros meninês.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Eu sou eu e um tamborim

O feriado está chegando e você nada de vamos a la plaia ô ô ô ô ô ? Nada de acampamento, nem festa, pancadã, retiro espiritual?
Já está trocando ideias com os orixás pedindo aquela chuva vingativa para se jogar no sofá e se abraçar na sessão da tarde?
Então deixa de lado esse recalque, joga o sofá no canto, abre aquela cervejinha abençoada e se joga nesse som aqui!

Minha tribo sou eu é uma composição de Zeca Baleiro e compõem o disco Pet Shop Mundo Cão de 2002. Mas o borogodó está no instrumental da música todo carnavalesco, com um tamborim que ó, cura qualquer recalque.

sábado, 2 de outubro de 2010

Ai, que saudade da Amélia

Acorda às sete da manhã, faz café, olha no espelho, quase tudo certo. Prende o cabelo pra esconder a bagunça, anda, ônibus, dia inteiro, chefe aqui, greve nos bancos, cadê o salário do mês?
Final de semana vai passar, pode ser que chova...vai uma dica para aproveitar o tempo em casa e, quem sabe, armar aquele pulo do gato para a noite?

Pão de queijo!

Mulher que come fica com um charme a mais quando tem seus próprios truques também na cozinha, uma pitada de amélia só para dar gosto.
Uma dica de mulher para mulher, Marisa, é o triunfo do pão de queijo. Não, amiguinha, não vai polvilho, não demora, é rapidinho e você só vai sujar em proporções saudáveis:

1 pote de tamanho médio
1 xícara
1 assadeira
1 colher
2 mãos

Começou a gostar da coisa? Então vamos lá. O primeiro passo é simples. Você só vai precisar comprar um pacotinho daqueles de preparo para pão de queijo, não conheço muitas marcas, mas a Yoki é uma boa pedida e eu não estou recebendo uma cesta básica só de pão de queijo pela propaganda, infelizmente.
Aí é só seguir aas regras do pacotinho. Coisa simples como dois ovos, quase meia xícara de leite, uma colher de manteiga, mistura ao conteúdo do pacote, e use as mãos para homogeneizar a massa.

Olha o truque

É na hora de fazer as bolinhas com a massa que você coloca Tom Zé pra tocar e se faz mineira.
Para dar o truque você só vai precisar de (escolha quantas opções quiser):

3 colheres de queijo cheddar
3 colheres de catupiry (ou do requeijão que faz o truque do catupiry)
4 Fatias de presunto picado

Após fazer a bolinha do pão de queijo, abra a massa e recheie com um dos ingredientes acima sempre atentando às proporções de acordo com o tamanho que você fizer o pão de queijo. Se estiver rolando aquela festa do nada pra fazer em casa faça pequenas bolinhas recheadas e sortidas, agora se você estiver sozinha e quer arrasar na foto com o pão de queijo, faça em tamanhos maiores para aproveitar melhor o recheio.

Ervas finas

Um toque final para quem gosta de temperar tudo com alguma erva, é misturar na massa já homogeneizada umas pitadas de orégano. Dá todo um gosto diferente.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Chico está comigo no final

Dizer a alguém que: olha, não dá mais, não é você, sou eu, a gente se vê, é um discurso que toda mulher já ouviu de um namorado, namorada, ficante, sexo casual, paixão imaginativa...
Você pode ser gatinha, xuxuzinho, mas vai me dizer que nunca levou um fora que te fez passar (gastar) um tempo pensando: porra, vai te catá!
Há de ser tudo da lei e mal de amor nunca passou de um clichê bom de viver.
Que ninguém precisa ficar ade eterno com ninguém eu já entendi, mas um fora pode ser gentil e bonito!
Tá achando que pirei os parafusos nessa de romance e tô querendo graça até onde não tem, né? Mas veja lá, ouça aqui o que esse rapaz diz a essa moça...

Parece um bom final, não?

Eu sei que somos moderninhas, gostamos de um bom sexo casual (ou não), mas isso não deveria (ao menos na minha cabeça perturbada) interferir nas gentilezas do discurso.
Os bons começos, as provocações, o troca olhar daqui, faz uma sacanagem dali é uma delícia e não quero estar nesse mundo pra discordar. Mas vou levantar a bandeira dos bons finais!

E Chico Buarque tá aí, nessa comigo!

domingo, 12 de setembro de 2010

I just don't know what to do with myself

"I just don't know what to do with myself" foi gravada pela primeira vez em 1962, numa versão suave e gostosa, com um toque de melancolia, que você pode ouvir clicando aqui.

Depois, vieram muitas outras versões até que em 2003 The White Stripes encheram a melodia de energia, colocaram uns arranjos bacanas e chamaram ninguém menos que Kate Moss pra se exibir linda em um dos clipes mais sensuais - se não o mais sensual - que já vi. A música tem uma pegada meio triste, mas eles conseguiram deixar tudo incrivelmente delicioso.

A dica de hoje é pra você que também não sabe o que fazer com você mesmo. Encha um copo com sua bebida preferida, aproveite aquela hora em que a noite vem chegando e dê o play.

sábado, 14 de agosto de 2010

Silvia Machete, essa danada

“Música safada para corações apaixonados”. É isso que diz o twitter de Silvia Machete. Eu concordo.

A Silvia é uma graça. Tive a oportunidade de conversar com ela durante uma entrevista para o Passeio Público, no Sesc, em Bauru.

Ela cumprimenta com três beijinhos - coisa de carioca, e isso foi ela quem ensinou - , pede para se ver na lente da câmera, arruma o cabelo pra um lado, pro outro, ri. Define-se como uma menina mal-criada. Menina mesmo, ninguém diz que tem mais que 26 anos.

Sobe no palco num vestidinho cor-de-rosa que vai abaixo dos joelhos, sem um nada de decote e acende um baseado enquanto bamboleia. Depois, cheia de classe, pega uma taça com um líquido verde. Assopra bolhinhas de sabão pela boca. A plateia se diverte.

Silvia conta piada e fala sacanagem. Não há quem não se envolva. E a música dela é assim: sacana, divertida, gostosa. Ela faz versões de Girls Juts Wanna Have Fun e Sweet Child O'Mine, coloca tudo naquela voz deliciosa, arruma uns arranjos e a gente fica encantado.

Aqui, para vocês, Toda Bêbada Canta. Gostoso, divertido, safado. Enjoy, minhas gatas. Afinal, alguém aqui é santa?



Vocês precisam conhecer Silvia Machete.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Som do sol

Quem me apresentou a banda Perfume Azul do Sol foi K. Num mundo convencional eu diria que K. é minha amiga, que a gente conversa e se diverte. Mas essa coisa convencional não me convence e até mesmo K. ficaria puta se me lesse aqui fazendo juras de amizade.
Fato é que K. sempre descobre bandas de outras épocas e Perfume Azul do Sol foi uma boa descoberta que acabou chegando até mim.



A banda surgiu no início da década de 70 em São Paulo formada por Ana (voz e piano), Benvindo (voz e violão), Jean (voz e guitarra) e Gil (bateria e vocal). Com visual hippie, Perfume Azul do Sol mistura ritmos regionais instrumentais com pitadas de rock progressivo que podem ser ouvidos no único álbum lançado: Nascimento (1974).


Um #ficadica para vocês, meninês, é pirar em 20.000 raios de sol, melhor música do álbum na opinião de K. e minha também. Se rolar um sexo aumente o volume e aposte na psicodelia.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Baby, baby! A desamélia canta

O #lingerieday passou, eu fugi da raia e da sensualidade, mas esses meus olhos de Desamélia acompanharam tudo de perto.As meninas estavam lindas, todas trabalhadas na sensualidade criativa!

Adorno e eu nos divertimos analisando cada detalhe das fotos. Adorno preferiu as loiras, já eu não resisti às lindas desamélias @carolbalalaika e @marcellarosa.


Sem mais babação, vamos à minha seção semanal inteiramente musical, porque sensualidade com uma boa trilha sonora é coisa de desamélia.


Destoando!


Baby Consuelo nasceu em 1952 na cidade de Niterói, RJ. Em 1968, em São Paulo, encontrou-se com Morais Moreira, Paulinho e Galvão completando a maluquice vocal dos ainda desconhecidos Novos Baianos.

Baby é tão desamélia que me encanta. Aos 20 e poucos anos dizia ter recebido o espírito de Janis Joplin, e quem sou eu para dizer o contrário!Enquanto 'nova baiana', a carioca integrou a vanguarda da música brasileira cantando samba com rock'n'roll, baião e o que mais desse na telha. Representou para a época, ainda, a manifestação da liberdade sexual e toda aquela contracultura das viagens psicodélicas do ácido. Baby, baby!

É certo que após 10 anos de Novos Baianios (1969 – 1979) e mais alguns de pura piração, Baby esqueceu Janis, batizou as filhas de Nanashara, Sarashiva e Zabelê, encontrou Jesus e virou Baby de Jesus.

Mas aqui no Desamélias vamos deixar esses espíritos de lado e ouvir a velha nova baiana em “A menina dança”, música do álbum Acabou Chorare (Novos Baianos) de 1972.