quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Colírio Nerd, à moda francesa

É à moda francesa, porque se fosse britânica, não estaria atrasada. Ai, que engraçadinha.
Bom, então, desculpem pelo meu atraso, deixei vocês dois dias sem acesso à delicinha do Colírio Nerd. Em contrapartida, trago-lhes dois, deliciosos, direto da França.
A grande verdade é que, depois de ler esse texto aqui  eu fiquei pensando o porquê dessa mudança toda no sexy-appeal dos franceses. E eu acho que cheguei a uma conclusão, óbvia, mas ainda sim uma conclusão: Não se fazem mais franceses como antigamente.
A questão é que essa busca constante pela beleza exterior (Lair Ribeiro feelings) faz a gente se esquecer onde mora o tesão. E eu não tô falando só da região entre cintura e joelhos. Tesão, mesmo, são esses dois aqui (oks, o Derrida é argelino mas viveu a vida toda na França, então vale!)

Jacques Derrida (pró em carão)

e

                     Paul Ricoeur (que na verdade se escrever com aquele oe 
                      grudadinho que é um tesão e não tem no nosso alfabeto)

Esses dois frases sabem ser, ao contrário do relatado no texto sobre os franceses atuais. Acho que um bom jeito era fazer com esses franceses (e também os brasileiros, afinal, sensualidade nunca é demais) começassem a ler mais o que esses danadinhos quentes escreveram. Mas como a gente sabe que vocês talvez não os conheçam, vamos dar uma breve resumida e nela nítido ficará como jorra sensualidade desses dois.

O Derrida, conhecedor da arte de fazer bico e carão,  foi o criador da desconstrução (se você não sabe o que é isso, finge pra mim que sabe pra não cortar o meu tesão e procura no google, ok?)
O gato foi professor da Sorbonne e revolucionou completamente a Teoria da Literatura, além de ter feito um reboliço na filosofia.
Ele tinha um jeito muito dele de escrever, que é visto com maus olhos por muitos, mas que em mim arrepia do pé até a nuca





Como ser professor da Sorbonne é super fetichente, Paul Ricouer também foi.
Essa delícia de óculos teve forte notoriedade na filosofia, na teologia e na linguística, mas pegou pra capar mesmo foi na Hermenêutica (google à mão para não haver confusão).
Pouca gente conhece Paul Ricoeur, mas quem sabe ler minimamente francês deveria sim se esforçar para ler esse homem no original, porque  além de ser muito claro, o hômi sabe o que diz e como dizer. Os textos dele são de uma coesão fora do normal e de leitura muito agradável. E quem é que não se derrete com um homem que sabe interpretar. E interpenetrar. Pois é.


Derrida morreu em 2004. Paul Ricouer morreu em 2005. Agora fica fácil saber porque a vida sexual dos franceses vai de mal a pior, principalmente nos últimos 6 anos....

Não é mesmo, malandrão?

ô!

3 comentários:

Danielle disse...

tá bom! não dá pra continuar nervosa depois da carinha desses dois...

Torto disse...

gênio!

Alexandre Piccolo disse...

Hehe, mto bom post. Ensina/educa os leitores e com muito tempero "caliente"!